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Crédito e desigualdade: a política creditícia na agenda latino-americana

Processo: 19/15010-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Políticas Públicas
Pesquisador responsável:Marta Teresa da Silva Arretche
Beneficiário:Mariana Falcão Chaise
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID
Assunto(s):Política de crédito   América Latina

Resumo

Políticas de crédito à pessoa física ganharam centralidade no rol de políticas públicas inclusivas a partir dos anos 1990. Foram estimuladas pelo Banco Mundial e pelas Nações Unidas e adotadas em diversos países latino-americanos sob governos de diferentes orientações ideológicas. O tema, no entanto, é pouco estudado. A literatura - assentada fortemente no caso estadunidense - sugere que tais políticas refletem a resposta conservadora às pressões por expansão dos gastos sociais. Tendo havido adoção de políticas creditícias também por parte da esquerda na América Latina, a tese de doutorado buscará compreender a relação entre a ação partidária e a proposição de políticas de crédito destinadas ao consumo sob dois aspectos: em seu desenho e em suas motivações. Sobre a esquerda no poder, o estado da arte ora sugere que esta não se diferencia da direita na proposição de suas políticas, seja porque a direita age de modo office seeking, seja porque a esquerda foi "capturada" por interesses extraparlamentares, ora que se diferencia, porém mantendo a maximização do crescimento econômico como uma prioridade. Assim, se faz necessário analisar, em primeiro lugar, como a ideologia afeta os aspectos regulatórios de uma política como a creditícia. Como estudo de caso, utilizarei a proposição de políticas de crédito no Brasil por parte do PT, um partido de centro-esquerda, buscando semelhanças e diferenças com políticas creditícias adotadas por partidos de direita na América Latina no mesmo período. Para além do desenho da política, no entanto, é necessário igualmente compreender como foram politizadas as propostas, ou seja, quais as motivações da esquerda na adoção de políticas de crédito.