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Os circuitos da economia urbana e a situação alimentar de São Luís (MA): a dimensão do mercado de alimentação

Processo: 19/13511-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Márcio Antonio Cataia
Beneficiário:Livia Cangiano Antipon
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Geografia econômica   Geografia urbana   Economia urbana   Alimentação   Fome   Desigualdade social   São Luis (MA)

Resumo

Consoante o quadro de pobreza e desigualdade da região Nordeste, sobretudo no estado do Maranhão, objetivamos compreender como o processo de urbanização na cidade de São Luís, em sua manifestação econômica - entendida a partir dos dois circuitos da economia urbana - incorpora situações alimentares díspares entre o Centro Histórico, as áreas periféricas Sudoeste e Sudeste e o Centro Novo - Bairros da Ponta d'Areia e Jardim Renascença. Tanto no Centro Histórico quanto nas centralidades formadas nas áreas periféricas, a situação alimentar, definida como os lugares de maior densidade de trocas de alimentos prontos a serem consumidos no lugar ou não, relacionam-se com a presença de um mercado ligado ao circuito inferior da economia urbana, ou seja, um circuito de baixo poder aquisitivo. Enquanto que no Centro Novo, a situação alimentar é outra: organizada pelo circuito superior da economia urbana, apresenta uma maior concentração de capital formando um lugar de consumo alimentar para as classes de mais alta renda da cidade. Para tanto, tomaremos como objeto empírico de estudo: (i) os bares, restaurantes e mercados de consumo popular; (ii) o comércio ambulante de alimentos e (iii) os bares, restaurantes, mercados e empórios destinados às classes de mais alta renda de São Luís, o que permitirá analisar o tema a partir de sua totalidade e, enfim, refletir sobre o cotidiano desigual da cidade, marcado por manifestações de abundancia e escassez alimentar no meio urbano. (AU)