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Complexidade cerebral e cognitiva associada ao comportamento social em peixes

Processo: 19/10808-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Eliane Gonçalves de Freitas
Beneficiário:Manuela Lombardi Brandão
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/26160-2 - Complexidade cerebral e cognitiva associada ao comportamento social em peixes, AP.R
Assunto(s):Aprendizado social   Cognição social   Hormônios esteroides gonadais   Comportamento social animal   Cérebro   Peixes

Resumo

A organização cerebral em animais sociais pode ser explicada pelas relações filogenéticas (i.e. o cérebro evolui de acordo com uma linha de parentesco entre espécies) e, também, pela seleção de estruturas direcionadas pela complexidade do ambiente social. O objetivo deste estudo será comparar a possível associação entre complexidade social, cerebral e cognitiva em espécies de peixes próximas filogeneticamente, dentro da família Cichlidae, que apresentem interações sociais consideradas mais complexas (cuidado biparental da prole em espécies monogâmicas) ou menos complexas (cuidado materno da prole em espécies poligínicas). Quatro espécies serão submetidas a testes de aprendizagem e de sociabilidade (memória social, sociabilidade, agressividade e flexibilidade cognitiva). As mesmas terão os cérebros dissecados em macroáreas (telencéfalo, teto óptico, cerebelo, medula dorsal, bulbo olfatório, hipófise e hipotálamo), cujos volumes e número de neurônios serão quantificados. Os dados serão submetidos a testes de GLM, correlações e hierarchical clustering para comparar as associações entre os preditores (cérebro, cognição e complexidade social). As estruturas cerebrais de outras espécies também serão dissecadas e analisadas, porém sem os testes de comportamento. Medidas de andrógenos e cortisol serão realizadas, pois estão associados aos mecanismos ativacionais e organizacionais de uma rede cerebral social. Espera-se que espécies com semelhantes estratégias sociais apresentem organização cerebral e cognitiva mais semelhantes do que espécies mais próximas filogeneticamente. Este estudo é inovador, já que pouco se conhece sobre os mecanismos evolutivos e fisiológicos envolvidos com o controle do comportamento social em peixes neotropicais.