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Análise da anestesia do neuroeixo com o prognóstico do Câncer de Próstata

Processo: 19/16459-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Sabrina Thalita dos Reis Faria
Beneficiário:Gustavo Noboru Cavallari Inoue
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Anestesiologia   Neoplasias da próstata   Prevenção secundária   Metástase neoplásica   Células matadoras naturais   Células tumorais   Metilação de DNA

Resumo

O Câncer de Próstata (CP) está entre os cânceres mais comuns em homens em todo o mundo e causa milhares de mortes anualmente. Uma das opções de tratamento para o CP localizado é a retirada cirúrgica do órgão, conhecida como prostatectomia radical. Apesar da técnica cirúrgica ter evoluído consideravelmente nos últimos anos, sobretudo com técnicas menos invasivas como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, a prostatectomia radical ainda pode causar danos e alterações homeostáticas nos pacientes submetidos a tal procedimento. O insulto cirúrgico provoca alterações neuro-humorais no organismo devido a interação entre os sistemas nervoso autônomo e endócrino. Esse estresse neuro-endócrino altera a produção de citocinas responsáveis pela ativação de algumas células do sistema imune, como os linfócitos Natural Killer (NK), que têm papel importante na defesa do organismo em relação a células potenciais metastáticas. A secreção de fatores pró angiogênicos também é alterada durante o trauma cirúrgico. Além disso, a própria manipulação cirúrgica do tumor pode induzir a disseminação de metástases. Nesse contexto, a técnica anestésica passa a ter um papel importante nas cirurgias oncológicas. Diversos trabalhos na literatura já mostraram que algumas classes de fármacos anestésicos ou mesmo técnicas anestésicas podem ser vantajosas para a resposta neuro-endócrina nesse tipo de cirurgia, sendo que anestésicos locais e bloqueios regionais ganham um destaque importante nesse contexto. No entanto, pouco se sabe sobre o real papel dessas técnicas anestésicas no prognóstico a longo prazo de metástases após o tratamento cirúrgico de tumores de próstata supostamente localizados. No presente trabalho propomos comparar a eficácia na prevenção de possíveis metástases entre a anestesia combinada (raquianestesia e anestesia geral) e a anestesia geral em um modelo in vivo de CP. Este trabalho busca detectar alterações de atividade em células NK, de quantidades de interleucinas inflamatórias, de contagem de células tumorais e de metilação do DNA em camundongos com tumores de próstata no subcutâneo submetidos a um trauma cirúrgico durante diferentes tipos de técnicas anestésicas. (AU)