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A mobilização ibérica como laboratório do mundo: paisagem, cultura material, circulações planetárias, histórias partilhadas e as cidades no estado da Índia (Damão, Goa, Baçaim, Chaul, DIU e Cochim)

Processo: 19/06637-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno
Beneficiário:Allan Pedro dos Santos Silva
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Colonialismo   Eurocentrismo   História do urbanismo   Urbanização   Urbanismo   Índia

Resumo

Os "encontros" (CERTEAU, 1990) e trocas culturais em escala "global" (BROTTON & JARDINE, 2000; BROTTON, 2009; GOODY, 2010) resultantes em paisagens culturais híbridas, fruto da ampla circulação de sujeitos, artefatos, ideias, formas, têm inspirado cada vez mais questões. Na contramão de uma história eurocêntrica, e ancorado nos recentes conceitos de "Paisagem Cultural", "Encontros Culturais" e "História Global", o presente projeto de pesquisa visa ler e desconstruir, nas "rugosidades" do espaço (SANTOS, 1994), processos de interação entre os diferentes fazeres humanos e a natureza em uma perspectiva de longa duração (BRAUDEL, 1979a, 1979b). Partindo de uma perspectiva interdisciplinar, o projeto pretende discutir tanto a natureza da paisagem cultural lusitana no Estado da Índia quanto suas interfaces com outras zonas do colonialismo ibérico, tendo como pano de fundo os testemunhos produzidos desde o século XVI - cronistas, naturalistas viajantes, cartógrafos etc. - até as mídias atuais - audiovisuais, impressas, literatura especializada etc. O caso da Índia portuguesa eleito para apreciação visa desmistificar estereótipos sobre o colonialismo ibérico, revelando paisagens misturadas fruto do cruzamento de mundos e alquimia de mestiçagens, na perspectiva de uma História Global menos eurocêntrica e de uma história cultural descentrada.