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Referência e atribuição: nomes próprios em Português

Processo: 19/13578-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Roberto Gomes Camacho
Beneficiário:Monielly Cristina Saverio Serafim
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Sintaxe   Atribuição   Gramática funcional   Nomes próprios   Língua portuguesa

Resumo

Este projeto se debruça sobre a análise dos nomes próprios do português. Geralmente definidos em contraste com os nomes comuns, os nomes próprios são palavras que se referem a um único indivíduo, sendo, portanto, por excelência, expressões referenciais. No arcabouço teórico da Gramática Discursivo-Funcional (GDF - HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), os nomes próprios correspondem, no Nível Interpessoal (NI), a um Subato Referencial (R) ou a um Participante (P) no caso de vocativo. É objeto deste trabalho apenas o primeiro tipo de fenômeno, que, no Nível Representacional (NR), é formalizado por meio de uma variável-x de núcleo vazio, cuja consequência para os nomes próprios é não poderem receber modificação semântica. Keizer (2008), por seu lado, postula que nem sempre os nomes próprios representam entidades referenciais, podendo ter também função atributiva, o que, na GDF, seria representado por meio de um Subato de Atribuição (T) no NI e por uma variável-x com núcleo lexical no NR. Com base nessas duas posições, este projeto propõe um estudo dos nomes próprios com o objetivo de responder às seguintes perguntas: i) seria o nome próprio sempre um Subato de Referência?; ii) como se daria a atuação do nome próprio no Nível Representacional?; iii) sobre que níveis e camadas a modificação do nome próprio incide?; iv) haveria diferenças relevantes na codificação morfossintática do sintagma nominal do qual o nome próprio faz parte em termos das funções de referência e de atribuição? A resposta a essas perguntas poderá fornecer resultados teóricos relevantes para a compreensão do nome próprio em termos gerais e, mais especificamente, poderá trazer contribuições teóricas para a GDF em termos do modo de representação pragmática, semântica e morfossintática do nome comum e do nome próprio. (AU)