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Investigação do papel de ALG-1 e seus mecanismos regulatórios na manutenção da vitalidade de Caenorhabditis elegans

Processo: 19/01587-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Marcelo Alves da Silva Mori
Beneficiário:Carlos Alberto Vergani Junior
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/01184-9 - CAMeLEOm: análise entre espécies dos efeitos metabólicos, na expectativa de vida e ômicas de miméticos de restrição dietética, AP.TEM
Assunto(s):Envelhecimento   Proteínas argonauta   Caenorhabditis elegans   Estresse oxidativo   MicroRNAs

Resumo

O envelhecimento populacional se apresenta como um problema social de grande relevância no século XXI, mobilizando a atenção de órgãos públicos para a elaboração de intervenções visando a preservação da vitalidade e a extensão do tempo de vida livre de doenças crônicas. Os miRNAs e as proteínas envolvidas na biogênese e função destas moléculas, como a argonauta ALG-1, são elementos importantes no controle da vitalidade. Em estudo prévio, nosso grupo observou que a ALG-1 é necessária em C. elegans para a extensão do tempo de vida promovida pela mutação no gene glp-1, o que resulta em perda da linhagem germinativa. Além disso, neste estudo foi observado que vermes com fenótipo de superexpressão de ALG-1 apresentam maior resistência ao estresse oxidativo. Apesar das evidências que mostram a importância desta argonauta para a vitalidade, as vias e mecanismos pelos quais ela atua ainda precisam ser elucidados. Dados anteriores indicam que a expressão de ALG-1 está sob um intrincado mecanismo de contra-regulação, no qual miRNAs induzidos pela mesma controlam seus níveis basais. O miR-71, por exemplo, é um regulador negativo de ALG-1 e é necessário para controlar a longevidade de mutantes glp-1. No entanto, o aumento de ALG-1 observado nesses mutantes sugere um mecanismo que desacopla ou se sobrepõe à regulação negativa exercida por miR-71. Desta forma, encontrar um mecanismo que altera a expressão de ALG-1 de forma independente de miR-71 pode ser chave para permitir a manutenção de níveis elevados de miRNAs, incluindo miR-71, durante o envelhecimento, o que favoreceria a longevidade. Portanto, neste projeto pretendemos elucidar os mecanismos pelos quais ALG-1 atua na manutenção da vitalidade de C. elegans, investigando reguladores à montante e à jusante e observando como eles influenciam o processo de envelhecimento. (AU)