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Lidocaína e epinefrina co-incorporadas em sistemas precursores de cristais líquidos mucoadesivos como estratégia para anestesia tópica na cavidade bucal

Processo: 19/07245-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica
Pesquisador responsável:Michelle Franz Montan Braga Leite
Beneficiário:Giovana Maria Fioramonti Calixto Balian
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/14457-5 - Carreadores baseados em lipídios (SLN/NLC e lipossomas com gradiente iônico) como estratégia para aumentar a encapsulação e a potência de anestésicos locais, AP.TEM
Assunto(s):Anestesiologia   Anestésicos locais   Nanotecnologia   Epinefrina   Lidocaína

Resumo

A anestesia local é necessária para a realização da maioria dos procedimentos odontológicos. No entanto, devido a sua via de administração, a anestesia local é dolorosa e pode causar o afastamento dos pacientes fóbicos e consequentemente, promover a interrupção do tratamento odontológico, prejudicando sua saúde bucal. Assim, muitos dentistas realizam a anestesia tópica anterior à anestesia local para minimizar o desconforto da injeção. Porém, muitos estudos revelam que os anestésicos tópicos comerciais não minimizam completamente a dor da penetração da agulha e da injeção da solução anestésica e desse modo, uma das inovações mais esperadas em Odontologia é o desenvolvimento de uma formulação anestésica tópica eficaz. Assim, o desenvolvimento de sistemas nanoestruturados mucoadesivos precursores de cristais líquidos (SPCL) para a administração tópica da lidocaína (LDC) e epinefrina (EPI) surge como uma valiosa e inovadora estratégia, pois esse sistema é capaz incorporar dois fármacos além de aumentar a permeação pela mucosa bucal e controlar a liberação dos mesmos. Assim, SPCL pode superar a barreira da mucosa bucal e impedir de forma eficaz a transdução dos sinais dolorosos. Além disso, o SPCL é interessante para a administração tópica bucal pois pode ser aplicado no estado líquido, geleificando e tornando-se um sistema líquido cristalino mucoadesivo ao entrar em contato com a saliva. Portanto, o objetivo desse estudo é desenvolver, caracterizar e avaliar a toxicidade e a eficácia anestésica da LDC e EPI co-incorporadas em SPCL mucoadesivos como estratégia para anestesia tópica na cavidade bucal. Para isso SPCL constituído por álcool cetílico etoxilado 20 e propoxilado 5, ácido oleico e quitosana contendo LDC e EPI co-incorporadas será caracterizado por microscopia de luz polarizada, espalhamento de raio-X de baixo ângulo, teste de geleificação em contato com a saliva artificial, ensaios de reologia, teste de mucoadesão in vitro, análise de perfil de textura, testes de intumescimento, ensaios de liberação e permeação in vitro e estabilidade. Posteriormente, a toxicidade do SPCL será investigada utilizando o modelo de larvas Galleria mellonella e o modelo de membrana corioalantóica do embrião de galinha (CAM). Por fim, a eficácia anestésica dos SPCL será avaliada in vivo em modelo de retirada da cauda em ratos. Desta forma, pretende-se obter um sistema de liberação nanoestruturado eficaz e biocompatível para o uso em anestesia tópica em Odontologia.