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SADIAX: tecnologia inovadora de visão computacional para monitoramento de pacientes em UTI

Processo: 19/17367-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Elétrica
Pesquisador responsável:Cláudio Gurgel Pinheiro
Beneficiário:Cláudio Gurgel Pinheiro
Empresa:Hoobox Robotics Tecnologia do Brasil Ltda. - ME
CNAE: Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis
Vinculado ao auxílio:18/22605-5 - SADIAX - tecnologia inovadora de visão computacional para monitoramento de pacientes em UTI, AP.PIPE
Assunto(s):Inteligência artificial   Visão computacional   Monitorização fisiológica   Dor   Delírio   Unidades de terapia intensiva

Resumo

Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Brasil possui quase 41 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Metade deles foram projetados parar atender cerca de 204 milhões de brasileiros através do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a outra metade está reservada para a saúde privada que é projetada para atender até 50 milhões de pessoas. Em São Paulo, o número de leitos oferecidos corresponde a 30% do número total de leitos no Brasil. Nos Estados Unidos, mais de 5.7 milhões de adultos são admitidos em UTI por ano, custando para o setor de saúde mais de 67 bilhões de dólares por ano. A qualidade de internação e o tempo de permanência dos pacientes nas UTIs são fatores imprescindíveis tanto para o paciente quanto para a instituição de saúde na avaliação da experiência do serviço. O monitoramento de pacientes em leitos de UTI é uma atividade crítica para a melhoria destes fatores. Quando não bem monitorado, o paciente pode ter uma estada prolongada e um risco maior de mortalidade. Sistemas de monitoramento são usados para garantir o controle dos sinais vitais dos pacientes. Comportamentos críticos como dor, agitação, sedação e delirium são avaliados de forma manual e subjetiva. A detecção autônoma desses comportamentos surge como um grande desafio a ser superado. A dor é um comportamento muito comum em leitos de UTI e a sua avaliação retardada dificulta o tratamento adequado do sintoma, causando danos agudos ao paciente, sendo, portanto, essencial que seja detectada rapidamente. Controlar agitação e sedação também é vital para segurança desses pacientes, pois ao acordarem de um processo de sedação, eles tendem a ficar agitados, aumentando a probabilidade de queda e a remoção de acessos e máscaras de respiração, o que pode ser fatal. A má avaliação ou a não detecção ágeis desses comportamentos, juntamente com fatores ambientais como excesso de luz e ruído, podem gerar um fator de risco comum em hospitais: o delirium. A incidência de delirium em adultos em UTI é elevada e, se não detectado a tempo, sua maior consequência é o aumento do número de mortalidade. Visando minimizar ou extinguir o erro na detecção desses comportamentos, diversas investidas em tecnologias e pesquisa já foram realizadas utilizando sensores corporais e câmeras. Entretanto, a falta de precisão impede que essas tecnologias sejam exploradas comercialmente. O projeto SADIAX está sendo desenvolvido pela empresa desde janeiro de 2018 no Hospital Israelita Albert Einstein e no Laboratório de Inovação da Johnson & Johnson, JLABS@TMC em Houston-TX, onde a empresa também está incubada. Nesses meses, desenvolvemos a tecnologia base e o protótipo do SADIAX, o primeiro sistema de monitoramento de pacientes em leitos de UTI para detecção de análise de 10 níveis de dor (desconforto), agitação, sedação e delirium. Baseado nos resultados da validação e no protótipo atual, mostraremos as metodologias utilizadas nessa próxima etapa para: i) combinar as funcionalidades do SADIAX em uma plataforma concisa; ii) pesquisar e refinar as tecnologias desenvolvidas; iii) desenvolver o detector de agitação e sedação; iv) desenvolver o detector de propensão a delirium; v) desenvolver as interfaces centradas nos usuários; vi) desenvolver a plataforma em nuvem que agregará as informações obtidas durante o monitoramento do paciente e vii) realizar a validação clínica. O principal resultado será um kit composto por software e hardware que será instalado em leitos de UTI para detectar com precisão níveis de dor, agitação, sedação e propensão a delirium dos pacientes. O objetivo do sistema é aumentar o controle do profissional sobre o estado do paciente, o nível de conforto e a qualidade de internação, diminuir o número de quedas em leitos ou agitação de risco e facilitar o diagnóstico de delirium. (AU)