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Ciclo biogeoquímico do nitrogênio em rochas ediacaranas: um estudo nos carbonatos do Grupo Bambuí, Bacia do São Francisco

Processo: 19/13228-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Marly Babinski
Beneficiário:Paula Luiza Fraga Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/06114-6 - O Sistema Terra e a evolução da vida durante o Neoproterozoico, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):19/24630-0 - Ciclo biogeoquímico do nitrogênio em rochas ediacaranas: um estudo nos carbonatos do Grupo Bambuí, Bacia do São Francisco, BE.EP.MS
Assunto(s):Geoquímica isotópica

Resumo

O nitrogênio é um elemento que condiciona a vida na Terra, e entender como seu ciclo biogeoquímico evoluiu através do tempo geológico permite extrair valiosas informações sobre variações na química do oceano, já que a especiação deste elemento é fortemente controlada pelas condições redox do ambiente deposicional. O objetivo deste projeto é obter dados isotópicos de N (´15N) em carbonatos de idade Ediacarana, período no qual a biota se diversificou e que precedeu a explosão de vida Cambriana. As sucessões carbonáticas que serão estudas pertencem ao Grupo Bambuí, depositado na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais, Brasil. Os carbonatos desta bacia possuem valores anomalamente altos de ´13C, valores estes interpretados como resultado de intensa atividade metanogênica de arquea em ambientes anóxicos, seguido de posterior escape de metano para a atmosfera. Os resultados de ´15N permitirão obter mais informações sobre a química da água e trocas de gases com a atmosfera no Ediacarano. Como poucas ocorrências fósseis são descritas no Bambuí, os resultados também ajudarão a compreender a dinâmica dos ecossistemas no limite Ediacarano-Cambriano. Este trabalho focará na obtenção e interpretação de dados isotópicos de N, dados estes que serão integrados com outros dados isotópicos (C, S, Sr) obtidos previamente no Grupo Bambuí, o que permitirá compreender a biogeoquímica deste ambiente.