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Avaliação de crescimento e produção de espécies florestais nativas e culturas usando os modelos 3-PG e YieldSafe

Processo: 19/18340-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Manejo Florestal
Convênio/Acordo: Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF)
Pesquisador responsável:Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo
Beneficiário:Guilherme Xavier Lúcio dos Santos
Instituição-sede: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/17044-4 - Avaliação de crescimento e produção de espécies florestais nativas e culturas usando os modelos 3-PG e YieldSafe, AP.PP
Assunto(s):Mata Atlântica   Mudança climática   Plantas nativas   Conservação da biodiversidade

Resumo

A Mata Atlântica, detentora de grande biodiversidade é o segundo bioma brasileiro mais ameaçado e ocupa atualmente mais de 90% da área florestal remanescente do estado de São Paulo. Com grande prioridade de conservação para a biodiversidade global, esse bioma abriga mais de 20.000 espécies vegetais e 35% da biodiversidade Brasileira. Essa vegetação ocorre na forma de pequenos fragmentos ameaçados por efeito de borda. As mudanças climáticas também oferecem risco à essas áreas, uma vez que podem afetar diretamente a distribuição, sobrevivência e crescimento de espécies endêmicas. Um dos gargalos para a pesquisa e para a definição de ações de preservação desses fragmentos é a escolha de metodologias confiáveis e de fácil aplicação, para a simulação do comportamento de espécies nativas em diferentes condições edáficas, ecológicas e diferentes cenários climáticos futuros. O presente projeto tem como objetivo a aplicação e difusão de dois modelos de bases eco fisiológicas: 3-PG e YieldSafe, que são modelos de base processual para a predição do crescimento e produção de florestas e sistemas florestais respectivamente. Estes modelos já vêm sendo amplamente utilizados para diversas espécies arbóreas, culturas e sistemas pelo CEF (Centro de Estudos Florestais) do ISA (Instituto Superior de Agronomia) da Universidade de Lisboa em Portugal, uma das instituições parceiras do projeto. No caso do modelo YieldSafe esta instituição é atualmente a responsável pelo desenvolvimento de uma nova versão que incluí a capacidade de predição de diversos serviços do ecossistema (Palma et al.2016). São também modelos já adotados em países europeus e no resto do mundo. Resumidamente, os modelos, após entrada de parâmetros fisiológicos de espécies arbóreas e culturas (calibração), dados de clima e solo, permitem simular o crescimento dessas espécies e produtividade de culturas no cenário avaliado. Com isso além de gerar dados de crescimento, carbono, biomassa e produção, podem fazer prospecções correlacionando as espécies estudadas e mudanças climáticas. O projeto é composto basicamente de três eixos: ações de capacitação da equipe técnica, disseminação técnica e científica com planejamento de ações junto à comunidade em áreas da bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul e avaliação das metas cumpridas no final do projeto. Todas essas ações serão realizadas visando o aumento da biodiversidade e conectividades dos fragmentos de vegetação nativa de mata atlântica na região e valoração dos serviços ecossistêmicos gerados nesses novos cenários.