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Margens transatlânticas: identidades trans nas literaturas de língua portuguesa do século XXI

Processo: 19/07304-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Jorge Vicente Valentim
Beneficiário:Marcelo Branquinho Massucatto Resende
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Estudos de gênero   Identidade de gênero   Transexualismo   Travestismo   Dissidências e disputas   Língua portuguesa   Literatura cabo-verdiana   Literatura brasileira   Século XXI

Resumo

A presente pesquisa visa compreender as identidades trans (termo que engloba a transexualidade, a transgeneridade e a travestilidade), enquanto manifestações artísticas expressas nas literaturas brasileira, portuguesa e cabo-verdiana, a partir da década de 2000, de modo a averiguar a maneira pela qual as mencionadas identidades vem sendo concomitantemente construídas em contextos de lusofonia, como Cabo Verde e Portugal, países cujas produções literárias recentes incluem romances como o cabo-verdiano Marginais (2010), de Evel Rocha, e Trans Iberic Love (2013), da portuguesa Raquel Freire. Em ambos, consta a presença de personagens transgênero e transexual. Ao longo do século XX, a literatura brasileira produziu personagens trans e autobiografias de autoria trans, de modo a construir uma tradição literária que respalda a forma como ela é abordada estética e literariamente em textos contemporâneos, como ocorre em Deixei ele lá e vim (2006), de Elvira Vigna, narrado em primeira pessoa por uma personagem travesti. Cada um dos romances possui um personagem que se encontra em um eixo específico dentro das identidades trans: o transgênero Fusco, de Marginais; o transexual José, de Trans Iberic Love, e a travesti Shirley Marlone, de Deixei ele lá e vim. Os três romances compõem o corpus da pesquisa, que serão lidos a partir de referenciais teóricos que abarcam o pós-estruturalismo, teoria queer e espacialidade, que permitem a leitura das obras a partir da construção de identidades. (AU)