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Reconstrução ambiental de alta resolução das formações ferríferas bandadas por meio das propriedades magnéticas, cristalográficas e químicas

Processo: 19/12132-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Pascal Andre Marie Philippot
Beneficiário:Livia Paula Vaz Teixeira
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/16235-2 - Evolução da vida e oxigenação da terra primitiva: uma perspectiva a partir da América do Sul, AP.SPEC
Assunto(s):Geoquímica   Sedimentologia   Paleomagnetismo   Formações ferríferas

Resumo

Formações Ferríferas Bandadas (BIFs) são arquivos químicos da química da água do mar pré-cambriana e do ciclo pós-deposicional do ferro. Dado que os BIFs se acumularam no fundo do mar por mais de dois bilhões de anos da história da Terra e que seu depósito é coevo com a oxigenação progressiva da atmosfera e hidrosfera, mudanças em suas propriedades químicas, mineralógicas, magnéticas e composições isotópicas oferecem uma visão única do meio ambiente e das mudanças que ocorreram na evolução da Terra. Os BIFs tardios do Arqueano-Primitivo Proterozóico de Carajás e do Protorozóico Tardio no Norte e Centro-Oeste do Brasil, respectivamente, são ocorrências marcantes desses depósitos. No entanto, várias questões-chave relativas à sua formação permanecem sem solução. Nenhum modelo deposicionalmente aceito para o Fe (e o Mn, no caso do Urucum) nesses depósitos existe e sua idade de deposição é limitada de forma imprecisa. Se as glaciações que são comumente associadas com as BIFs de Urucum foram importantes para sua gênese e em que a paleolatitude que elas formaram também não é clara. Além disso, a ausência de diamictitos glaciais no Supergrupo Carajás é estranha em relação com seu equivalente estratigráfico na Austrália, África do Sul e América do Norte, que contêm de 2 a 4 horizontes glaciais, possivelmente de extensão global (Snowball Earth). Para entender melhor a formação destes depósitos, pretendemos desenvolver uma abordagem integrada, que compreende análises mineralógicas, cristalográficas, magnéticas e geoquímicas. Análises geoquímicas, incluindo imagens e análises de elementos traços in-situ acopladas com análises cristalográficas de alta resolução de fases contendo Fe, fornecerão restrições sobre as condições ambientais de deposição desses BIFs. Juntamente com análises isotópicas de C, S e Fe da matéria orgânica, sulfetos e óxidos de Fe realizadas por outros membros do projeto FAPESP SPEC 2015 / 16235-2, os resultados obtidos permitirão restringir o papel dos microrganismos na formação destes BIFs. Os métodos magnéticos de rocha fornecerão informações sobre os minérios de ferro que são os principais portadores de magnetização e principais componentes dos BIFs. Avanços recentes na microscopia magnética permitem estudos magnéticos em pequena escala, que, quando combinados com análise isotópica in situ, podem fornecer uma imagem complexa e detalhada das propriedades magnéticas e geoquímicas de uma amostra, e restringir melhor seu sinal paleomagnético e sua origem biológica. O trabalho será conduzido no IAG/USP, Brasil, em estreita colaboração com o IPG Paris e Géoscience Montpellier, França, onde uma estadia de um ano é planejada. (AU)