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O papel do treinamento físico nas respostas pró e anti-fibróticas pulmonares de indivíduos asmáticos

Processo: 19/11008-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Rodolfo de Paula Vieira
Beneficiário:Renilson Moraes Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Asma   Pneumologia   Reabilitação   Remodelamento

Resumo

A asma é uma doença inflamatória crônica dos brônquios, que limita a prática de atividade física e resulta em piora da qualidade de vida do portador da doença. Além disso, um dos principais componentes da asma é o remodelamento brônquico, o qual é caracterizado pela hipertrofia e hiperplasia do epitélio e do músculo liso brônquico, e de acúmulo de proteínas de matriz extracelular na parede dos brônquios. Isso resulta em uma broncoconstrição que vai se agravando cada vez mais e pode ser refletida na redução de parâmetros da função pulmonar, como VEF1, VEF1/CVF e FEF25%-75%. Entretanto, esses parâmetros do teste de função pulmonar clássico (espirometria), muitas vezes não reflete de maneira adequada o grau de remodelamento das vias aéreas. Nesse sentido, a medida da mecânica pulmonar utilizando-se a oscilometria de impulso têm se tornado um método capaz de refletir a resistência do sistema respiratório como um todo (R5Hz), das vias aéreas centrais (R20Hz) e das vias aéreas inferiores (R5Hz - R20Hz), o qual reflete de maneira mais precisa o remodelamento brônquico. Estudos experimentais em camundongos têm demonstrado que o treinamento físico aeróbio (TFA) é capaz de inibir tanto o desenvolvimento do remodelamento assim como reverter o remodelamento em modelos experimentais de asma. Assim, o presente estudo objetivo investigar se o TFA é capaz de inibir e/ou reverter o remodelamento brônquico, do ponto de vista funcional, avaliado pela oscilometria de impulso, em pacientes com asma persistente leve, moderada e grave. Além disso, serão avaliados os possíveis efeitos do TFA sobre os níveis dos mediadores pró-fibróticos (VEGF, TGF-beta, IGF-1) e anti-fibróticos (Relaxina 1, Relaxina 3 e Klotho) nos pulmões (através da medida desses mediadores no ar condensado) e também sistemicamente (através da medida no soro). Para isso, pacientes asmáticos classificados com asma persistente leve (n = 25), moderada (n = 25) e grave (n = 25) e indivíduos não asmáticos (controle; n = 25) serão recrutados e avaliados antes e após 12 semanas de TFA. Adicionalmente à função pulmonar por espirometria pré e pós broncodilatador (CVF, VEF1, VEF1/CVF, FEF25-75%, FEF85%, VEF3, VEF6) será realizada a análise da mecânica pulmonar por oscilometria para avaliação da resistência e elastância do sistema respiratório, dos brônquios e do tecido pulmonar periférico (R5Hz, R20Hz, R5hz - R20Hz, Z5Hz, X5Hz e frequência ressonante (Fres). Por fim, serão avaliados também a inflamação pulmonar (escarro induzido) e sistêmica (hemograma completo) e a qualidade de vida desses pacientes.