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Promoção de estilo de vida saudável em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico: efeitos sobre os riscos cardiometabólicos o ensaio clínico randomizado e controlado living well with Lupus

Processo: 19/15231-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bruno Gualano
Beneficiário:Sofia Mendes Sieczkowska
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reumatologia   Lúpus eritematoso sistêmico   Estilo de vida saudável   Atividade física   Consumo de alimentos   Ensaio clínico controlado aleatório

Resumo

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença reumática autoimune que é caracterizada por sintomas associados, como, por exemplo, lesões de pele, Artrite, distúrbios renais, distúrbios neurológicos, alterações hematológicas. Pacientes com Lupus apresentam uma alta prevalência de doenças cardiovasculares, sendo essas as principais causas de morbidade e mortalidade na doença. Intervenções de estilo de vida (com prática de atividade física e as intervenções nutricionais) são estratégias não farmacológicas que tem um grande potencial para melhorar a saúde cardiovascular desses pacientes. Desta forma, o objetivo do presente estudo é investigar os efeitos de uma intervenção de estilo de vida em fatores de risco cardiometabólicos (adiposidade, capacidade aeróbia, hipertensão arterial, dislipidemia, resistência a insulina e disfunção endotelial) em pacientes com Lupus. As pacientes serão aleatoriamente alocadas em dois grupos: grupo intervenção ou controle. As voluntárias do grupo intervenção participarão de uma intervenção com duração de 6 meses, focada na mudança no estilo de vida, por meio da recomendação personalizada de atividade física (estruturada e não estruturada) e mudanças no consumo alimentar. Antes e ao final da intervenção, serão realizadas as seguintes avaliações: (1) nível de atividade física e consumo alimentar; (2) escore de risco cardiovascular (desfecho primário); (3) antropometria e gordura visceral; (4) capacidade aeróbia; (5) pressão arterial; (6) coletas sanguíneas e OGTT; (7) micropartículas endoteliais, células progenitoras endoteliais, fluxo sanguíneo e função endotelial; (8) parâmetros clínicos. Nossa hipótese é a que a intervenção para modificação no estilo de vida resulte em redução em fatores de riscos cardiometabólicos em pacientes com Lupus. Os achados desse estudo poderão informar novas diretrizes clínicas e populacionais para o tratamento multidisciplinar no Lúpus Eritematoso Sistêmico, com vistas à prevenção de eventos cardiovasculares. (AU)