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Prospecção de novos epítopos antigênicos de isolados de p. lutzii com potencial vacinal

Processo: 19/20622-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Carlos Pelleschi Taborda
Beneficiário:Leandro Buffoni Roque da Silva
Supervisor no Exterior: Joshua D Nosanchuk
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Yeshiva University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/25171-6 - Prospecção de novos epítopos com potencial vacinal no controle da infecção experimental por Paracoccidioides lutzii, BP.PD
Assunto(s):Paracoccidioides lutzii   Paracoccidioidomicose   Vacinas

Resumo

A paracoccidioidomicose (PCM) é uma das micoses sistêmicas mais importantes, causada pelo fungo termodimórfico Paracoccidioides spp., quando comparada a outras doenças como blastomicose norte-americana, histoplasmose e coccidioidomicose. O fungo do gênero Paracoccidioides geralmente são encontrados no sul do México, América Central e do Sul. Os países com maior incidência são Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela. O Brasil é o principal país endêmico, apresentando 80% dos casos de todos os países da América Latina. Pesquisas recentes no Brasil mostram um aumento no número de casos e mortes nos novas fronteiras agrícolas. O tratamento da paracoccidioidomicose é feito utilizando medicamentos antifúngicos, mas, devido ao longo período de tratamento, muitas vezes este não é concluído, causando recidivas e sequelas da doença. Atualmente, nosso grupo está estudando uma proposta de vacina usando um peptídeo de 15 aminoácidos chamado peptídeo 10 (P10) obtido da gp43 que é uma glicoproteína de 43kDa, que é um antígeno imunodominante expresso durante a infecção que induz uma forte resposta de anticorpos e está sendo proposto como um marcador sorológico. No entanto o antígeno é proveniente do Paracoccidioides brasiliensis e é um ótimo candidato a vacina para uso em estudos de pacientes. No entanto, a mesma sequência de P10 mostra uma mutação importante na sequência de aminoácidos no P. lutzii, o que torna impossível o uso do P10 para controlar infecções por P. lutzii. Assim, está sendo estudada a prospecção de novos epítopos para serem utilizados com um potencial vacinal contra essa micose, considerando que a doença é um problema de saúde pública muito importante em nosso país.