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Avaliação da persistência in vivo de linfócitos T expressando receptores de antígeno quiméricos anti-CD19

Processo: 19/18672-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Lucas Eduardo Botelho de Souza
Beneficiário:Laís de Castro Batista
Instituição-sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08135-2 - CTC - Centro de Terapia Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Hematologia   Linfoma   Terapia baseada em transplante de células e tecidos   Imunoterapia adotiva   Linfócitos T   Antígenos CD19

Resumo

A terapia com linfócitos T expressando receptores de antígeno quiméricos (CAR) já revolucionou o tratamento de algumas leucemias e linfomas de células B. Entretanto, para outras neoplasias hematológicas e tumores sólidos, a taxa de resposta clínica duradoura é baixa (~20%) ou inexistente. Estudos recentes indicam que as principais causas destes casos de insucesso são a anergia e a baixa persistência dos linfócitos T CAR após transplante. Mesmo se presentes em quantidade inferior ao limite de detecção por citometria de fluxo, os linfócitos T CAR são capazes de manter o paciente em remissão clínica e causar aplasia de células B. Por outro lado, linfócitos T CAR expressando marcadores de superfície celular associados à exaustão possuem capacidade citolítica reduzida. Portanto, desenvolver uma estratégia de monitoramento que combine alta sensibilidade e avaliação imunofenotípica multiparamétrica é essencial para predizer, compreender e aprimorar a resposta clínica ao tratamento com linfócitos T CAR. Portanto, este projeto visa desenvolver uma plataforma de monitoramento da persistência de linfócitos T CAR anti-CD19 utilizando as técnicas de PCR quantitativo e citometria de fluxo multiparamétrica. Para isso, iremos gerar linfócitos T humanos expressando um CAR anti-CD19 por transdução lentiviral. Após a confirmação de seu potencial antineoplásico in vitro contra células neoplásicas CD19+, a eficiência terapêutica e a persistência das células T CAR serão avaliadas in vivo em um modelo murino de linfoma de Burkitt humano. Estes experimentos permitirão caracterizar a persistência e o fenótipo de linfócitos T CAR que estão sendo produzidos em condições de Boas Práticas Laboratoriais para aplicação clínica em nosso laboratório, que é uma das metas do Centro de Terapia Celular (projeto CEPID 013/08135-2). Além disso, este projeto resultará na incorporação das ferramentas de rastreamento de linfócitos T CAR pós-transplante aos protocolos clínicos e contribuirá na nucleação e formação de recursos humanos na área de terapias avanças utilizando células do sistema imune geneticamente modificadas.