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Negociando identidades:a expansão egípcia e a Núbia sob a XVIII dinastia (1550-1295 A.C.)

Processo: 19/15241-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Marcelo Aparecido Rede
Beneficiário:Maria Carolina Gonçalves Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Discurso   Memória   Representação   Identidade   Egito

Resumo

Esta pesquisa em questão tem por objetivo analisar a representação do "outro" e a reafirmação da identidade egípcia em discursos formados em contexto imperial da XVIII Dinastia. Durante o período de maior expansão egípcia, o Reino Novo (1550-1069 a.C.), o Egito dominou, simultaneamente, o norte, região do Levante, e o sul, território núbio, em especial o Reino de Cuxe. Os dispositivos de representação revelam um discurso de inferioridade cuxita e as políticas de controle e aculturação, que caracterizaram as relações entre Cuxe e Egito no período. Uma análise sob perspectiva exclusivamente ideológica se mostra insuficiente, enquanto mecanismos de construção de memória, repensados aqui, configuram um quadro mais complexo do processo de representação e reafirmação da identidade egípcia. As fontes datam do início da Dinastia, com Amósis (1550-1525 a.C.) até meados da dinastia, Amenhotep II (1427-1400 a.C.), período no qual a expansão teve fim e administração egípcia na Núbia já estava melhor estruturada. A fim de analisar a documentação, será usada a abordagem crítica em relação á memória e modelo de análise de discurso. A pesquisa segue a linha historiográfica na qual o relacionamento cultural entre Egito e Cuche foi de trocas e não de aculturação total de Cuxe. Portanto, a hipótese da pesquisa é a de que as elites núbias, frente à expansão e dominação egípcia, narradas pelo discurso oficial egípcio, negociaram sua identidade e memória, a fim de não perder sua legitimidade e o controle nativo de seus territórios.