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Elucidando ligações entre o microbioma, alergia alimentar e tolerância oral através de análise meta-transcriptômica de comunidades microbianas intestinal definidas

Processo: 19/14245-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Convênio/Acordo: European Research Council
Pesquisador responsável:Christian Hoffmann
Beneficiário:Christian Hoffmann
Anfitrião: Caspar Ohnmacht
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : German Research Center for Environmental Health, Alemanha  
Vinculado ao auxílio:13/07914-8 - FoRC - Centro de Pesquisa em Alimentos, AP.CEPID
Assunto(s):Microbiota

Resumo

A microbiota intestinal residindo no lúmen intestinal compõe um dos lugares com maior densidade de microrganismos conhecido: nós abrigamos aproximadamente 10^11 células bacterianas por cm3 no cólon. Este ecossistema microbiano tem efeitos locais e sistêmicos no seu hospedeiro, tais como a digestão de componentes da dieta e o desenvolvimento do sistema imune. Mudanças recentes na sociedade humana, como práticas médicas modernas e nossos hábitos alimentares, têm colocado pressão nesta relação tão bem ajustada. Quebras nesta relação podem levar a estados indesejáveis, chamados disbiose, e tais estados têm sido ligados a diversas doenças. Por exemplo, mudanças ocorrendo no microbioma nos primrios anos de vida devido a uso exacerbado de antibióticos parecem contribuir para o desenvolvimento de alergias. O lúmen intestinal é constantemente exposto a antígenos microbianos e alimentares, e alergias alimentares são iniciadas quando há uma falha no desenvolvimento de tolerância antigênica no intestino. O entendimento atual de alergias alimentares implica o microbioma intestinal como um fator chave em regular a tolerância antigênica e a resposta alérgica, ainda que os mecanismos controlando tal relação não sejam estejam esclarecidos ainda. Evidência de que o microbioma intestinal e a dieta tem papéis fundamentais na alergia alimentar incluem o aumento de células T regulatórias (Treg) no cólon de camundongos tratados com butirato, um metabólito originário da fermentação bacteriana de carboidratos ingeridos na dieta. Recentemente, grupos de pesquisa independentes identificaram uma subpopulação de células Treg expressando o fator de transcrição "RAR-related orphan receptor gamma t" (ROR(³t)) que é exclusivamente induzido pela colonização microbiana no trato gastrointestinal. Além disso, espécies distintas de microrganismos são capazes de promover a diferenciação destas células ROR(³t)+ de maneira distinta, mas o mecanismos deste processo ainda não são conhecidos. Células Treg ROR(³t)+ têm um papel supressivo no controle de células Th2 intestinais, conhecidas por sua ação na resposta alérgica. Entretanto, ainda não se sabe como ou porque células Treg ROR(³t)+ respondem a estímulos somente de alguns membros da microbiota. Nós usaremos modelos murinos germ-free, gnotobiótico, e convencionais para investigar as ligações existentes entre componentes antigênicos e metabólicos sendo fornecidos pelo microbioma intestinal, usando meta-transcriptômica e avaliando células Th2 e Treg ROR(³t)+ intestinais, as quais devem ter papéis centrais para a tolerância imune em alergias alimentares.