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Movimentos de vida e morte em torno das águas do Rio Ribeira: corpos, terras, e lutas entre os quilombolas ribeirinhos do médio Vale do Ribeira-SP

Processo: 19/16385-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 25 de novembro de 2019
Vigência (Término): 24 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Anna Catarina Morawska Vianna
Beneficiário:Alessandra Regina dos Santos
Supervisor no Exterior: Susana Dores de Matos Viegas
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Lisboa, Portugal  
Vinculado à bolsa:17/02557-3 - Nas trilhas dos antigos: práticas de conhecimento e técnicas de mapeamento no Vale do Ribeira, BP.DR
Assunto(s):Etnografia   Antropologia política   Vale do Ribeira (SP)

Resumo

Minha incursão etnográfica é relativa aos povos que convivem nas paragens do médio rio Ribeira. Essas paragens são coabitadas por indígenas, quilombolas e uma multiplicidade de seres que, em suas formas de existir e resistir aos golpes que buscam aprisionar a vida, movemse em defesa da terra e da água. A luta permanente frente aos projetos de aprisionamento das águas do rio Ribeira ajudou a compor a luta pela continuidade da vida na terra. E enquanto houver vida em movimento, gente nascida e criada nessa terra, as águas do Ribeira continuarão alegres, a dançar, porque estão livres. Porém, o mundo que surge após o evento do dilúvio não é um mundo estável e previsível. Assim, contrastivamente à vida que corre livre, está a força do que é sem limites, do contra-Deus¸ que tudo arrasta e arrasa, estraga a casa e a plantação. Essas imagens contrastivas relativas a esses movimentos de vida e morte em torno do rio marcam as práticas cotidianas e as lutas desses povos - e parecem ser extensivas às concepções de terra, corpo e pessoa. É sobre essas poéticas e cosmopolíticas que criam e recriam corpos, terras, e lutas entre os quilombolas do médio Vale do Ribeira que este texto pretende tratar.