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Efeito antimicrobiano de protocolos com soluções de digluconato de clorexidina para higienização de próteses totais em pacientes hospitalizados

Processo: 19/11013-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica
Pesquisador responsável:Karin Hermana Neppelenbroek
Beneficiário:Giulia Murcia Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Próteses e implantes   Prótese total   Infecções respiratórias   Desinfecção   Biofilmes   Clorexidina   Assistência hospitalar

Resumo

Há clara associação entre doenças orais e sistêmicas e, especificamente em relação às próteses removíveis, foi sugerido que o biofilme protético é considerado um reservatório de patógenos respiratórios, aumentando os riscos ao desenvolvimento da pneumonia aspirativa, sobretudo em situações de debilidade dos pacientes, como durante a hospitalização. Assim, para minimizar os riscos de infecções respiratórias via prótese, reduzindo o tempo e os custos de hospitalização, é fundamental adotar um protocolo de higienização para remoção de biofilme protético quando da internação do paciente. O digluconato de clorexidina a 2% (CLX) se mostrou um agente químico de efetiva ação antimicrobiana in vivo e in vitro contra patógenos presentes nas bases protéticas. Dessa forma, este estudo objetivou avaliar, em pacientes hospitalizados, a eficácia de protocolos de higienização para próteses removíveis totais superiores (PTS) utilizando a solução de CLX bem como compará-los a procedimentos comumente utilizados para o controle e inativação do biofilme protético. Para isso, 20 PTS de indivíduos internados no Hospital de Base de Bauru serão aleatoriamente submetidas a um dos seguintes protocolos (n= 10 cada): ESC/CD- escovação da prótese com dentifrício por 2 min; ESC/SAB - escovação por 2 min com sabonete líquido para as mãos; CLX- imersão da PTS em 150 mL de CLX a 2% por 10 min; ESC+CLX- escovação da prótese com água destilada estéril por 2 min seguida da imersão em 150 mL de CLX a 2% por 10 min. Após a aplicação dos protocolos, as PTS serão imersas em água destilada estéril por 3 min para enxague dos produtos. Culturas micológicas quantitativas serão obtidas com swab oral friccionado por 1 min na superfície interna das PTS antes e após a aplicação dos métodos propostos para avaliação de sua eficácia. Então, alíquotas de 25 µL das diluições seriadas obtidas (10-1 a 10-9) serão plaqueadas em ágar sangue e, após 48 h a 37°C (5% CO2), as colônias viáveis serão contadas. Os dados (UFC/mL) serão analisados pelos métodos estatísticos mais apropriados ao nível de significância de 5%.