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Síntese, caracterização e avaliação da capacidade intercalativa com o DNA de complexos de Pt(II) contendo derivados da 1,10-fenantrolina

Processo: 19/17584-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Pesquisador responsável:Fillipe Vieira Rocha
Beneficiário:Debora Pinheiro Felix
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias   Citotoxicidade   DNA   Platina

Resumo

O câncer surge através de uma mutação genética que ocorre no núcleo da célula, os diferentes tipos da doença são a segunda causa mais recorrente de morte no mundo, sendo responsável por um em cada seis óbitos. Embora somente 3 complexos sejam aprovados para uso clínico, atualmente, os compostos de Pt(II) participam de aproximadamente 50% dos tratamentos de câncer. Entretanto, tais compostos apresentam diversos efeitos colaterais, como a nefrotoxicidade e a neurotoxicidade, além de haver recorrente resistência celular. Frente a estas problemáticas, uma mudança conformacional nos complexos poderia modificar sua maneira de atuação, atenuando estes efeitos indesejáveis. A introdução de ligantes aromáticos planares na esfera de coordenação possibilitaria uma interação intercalativa entre os complexos e as bases nitrogenadas do DNA. Nessa perspectiva, os ligantes 1,10-fenantrolina(phen), 1,10-fenantrolina-5,6-diona (qphen) e pirazino[2,3-f][1,10]fenantrolina-2,3-dicarbonitrila (DMT) e seus complexos de platina(II) surgem como uma alternativa na obtenção de agentes citotóxicos. Desta forma, o presente projeto tem como objetivo a síntese de três novos complexos de platina(II) contendo dois ligantes quelantes derivados da fenantrolina de fórmula geral: [Pt(DMT)2](PF6)2; [Pt(DMT)(qphen)](PF6)2; [Pt(DMT)(phen)](PF6)2. Todos os compostos serão caracterizados pelas técnicas de RMN, IV, UV-Vis e análise elementar. A possível interação entre os compostos e o DNA será avaliada através de experimentos como de viscosidade, competição com o brometo de etídio, espectroscopia eletrônica de absorção na região do UV-Vis e ensaio de mobilidade eletroforética do DNA. Os complexos promissores terão a sua atividade biológica investigada por meio de ensaios de citotoxicidade frente a linhagens tumorais e não tumorais.