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Estudo da reposta tecido-específica durante a exposição da mucosa intestinal a toxinas bacterianas

Processo: 19/13916-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Denise Morais da Fonseca
Beneficiário:Caio Loureiro Salgado
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Escherichia coli enterotoxigênica

Resumo

Os tecidos de mucosa do organismo são compostos por barreiras celulares que fazem a interface do organismo com o ambiente externo, como a mucosa intestinal, a qual possui um estreito contato com comunidades microbianas benéficas que asseguram uma digestão e absorção eficientes, e além disso assegura proteção contra agentes patogênicos. Para estabelecer barreiras anatômicas e funcionais eficazes contra diferentes microrganismos, incluindo as próprias bactérias comensais, a mucosa intestinal e o tecido linfoide associado a ela abrangem redes celulares de elevada complexidade capazes de uma fina regulação para evitar respostas imunológicas exacerbadas, o que pode culminar com a disbiose da microbiota residente. Portanto, a manutenção da integridade da mucosa intestinal é crucial para a homeostase do organismo. De forma semelhante a mucosa intestinal, possuímos também a mucosa pulmonar, a qual está constantemente exposta a antígenos e patógenos aéreos. Durante muito tempo, a função do sistema imunológico associado aos tecidos de mucosa foi estudada de maneira compartimentalizada, como se não houvesse comunicação entre o infiltrado celular nos diferentes sítios. Tendo isto em vista, estudos recentes apontam para a hipótese da comunicação entre as mucosas intestinal e pulmonar. Mediadores derivados do trato gastrointestinal podem interferir na homeostase de tecidos distantes, incluindo o pulmão. Por outro lado, condições como subnutrição, infecções ou quebra na integridade da mucosa intestinal acarretariam no comprometimento da resposta imunológica no tecido pulmonar. Embora estudos demonstrem tal fato, seus mecanismos de comunicação ainda permanecem incógnitos. Utilizando o modelo murino de exposição a toxina termolábil (LT) produzidas por Escherichia coli enterotoxigênica, responsável por diversos episódios de diarreias em crianças e adultos, propomos no presente projeto compreender a comunicação imunológica entre diferentes tecidos de mucosa. Para tal, utilizaremos LT junto a um antígeno conhecido para avaliar as respostas imunológicas inatas e antígenoespecíficas no intestino e sua interferência na homeostase imunológica no pulmão. Além disso, acreditamos que a compreensão das vias de tráfego celular e mecanismos que medeiam o diálogo imunológico entre diferentes tecidos de mucosa possa colaborar para entendimento da regulação da resposta protetora e patológica durante infecções e processos inflamatórios em tecidos de barreira. Como impacto funcional deste diálogo entérico-pulmonar, estudaremos sua influência sobre o desenvolvimento de inflamação alérgica e imunidade contra patógenos pulmonares.