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Plantas estuarinas e seu controle na biogeoquímica de metais em solos impactados pelo `desastre de Mariana´

Processo: 19/14800-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Tiago Osório Ferreira
Beneficiário:Amanda Duim Ferreira
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Bioquímica do solo   Metais   Ferro   Rizosfera   Barragens   Desastres ambientais   Mariana (MG)

Resumo

Em novembro de 2015, 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram lançados no Rio Doce pelo rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco, ocasionando a maior tragédia ambiental do Brasil. Os rejeitos, contendo primordialmente de óxidos de Fe, foram carreados pelo rio por mais de 600 km, até atingir o estuário da Foz do Rio Doce no município de Linhares (ES). Regiões estuarinas são altamente dinâmicas, motivando o desenvolvimento de estudos para avaliar os riscos de liberação de metais associados ao rejeito. O risco de contaminação é ocasionado pelos processos de oxirredução em ambientes estuarinos, os quais são controlados por parâmetros como potencial redox, pH e carbono orgânico. Esses parâmetros variam ao longo do ano, devido às oscilações sazonais de precipitação e de marés, que controlam os fluxos de entrada e saída de elementos nos estuários. A vegetação tem forte influência sobre as propriedades do solo, afetando a liberação de metais, especialmente em solos hidromórficos, onde a rizosfera dessas espécies pode ser oxidada. O acúmulo de metais em espécies vegetais é uma das formas de entrada de metais na cadeia alimentar, porém, a vegetação pode atuar também como atenuadora dos danos causados pela poluição de solos, através da fitorremediação. Uma das espécies encontradas no estuário, Thypa domingensis, tem grande potencial para acumulação de Fe e metais pesados. Sendo assim, o presente estudo visa determinar os controles exercidos plantas na biodisponibilidade de ferro e metais, bem como avaliar danos causados pelo desastre à vegetação do estuário, com enfoque nos riscos e potencialidades do acúmulo sazonal de metais na vegetação estuarina. (AU)