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Tratamento medicamentoso da bexiga hiperativa: revisão sistemática e metanálise

Processo: 19/15039-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Marcelo Cunio Machado Fonseca
Beneficiário:Luisa Gracio Ferreira Sartori
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ginecologia   Saúde da mulher   Mulheres   Bexiga urinária hiperativa   Incontinência urinária   Anticolinérgicos   Oxibutinina   Meta-análise

Resumo

Bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome caracterizada por urgência miccional, acompanhada de um aumento da frequência urinária diurna e de noctúria, com ou sem incontinência urinária de urgência, sem evidência de infecção ou qualquer outra doença comprovada. A bexiga hiperativa é uma condição que interfere negativamente na qualidade de vida do paciente, causando depressão, ansiedade, frustração, baixa autoestima e isolamento social. O impacto econômico da BH é extremamente alto, considerando tanto o diagnóstico, tratamento quanto consequências da doença, e tende a aumentar devido à elevação da expectativa de vida, uma que vez que essa doença tem maior prevalência com o avançar da idade. O tratamento pode ser não farmacológico ou farmacológico. Dentre os tratamentos não farmacológicos há o tratamento comportamental e os tratamentos cirúrgicos. Intervenções comportamentais e educacionais, como limitar os agentes irritativos da bexiga como cafeína e álcool, treinamento da bexiga e técnicas de supressão da urgência como exercícios do músculo do assoalho pélvico devem fazer parte do plano terapêutico e devem ser inicialmente oferecidas. Estas intervenções podem ser combinadas com o tratamento farmacológico que se mostra eficaz na maioria dos pacientes com BH. Os tratamentos cirúrgicos são usados nos raros casos nos quais a terapia farmacológica e comportamental falharam. Há várias drogas comprovadamente seguras e eficazes para o tratamento da BH. Dentre o tratamento farmacológico há os fármacos anticolinérgicos, cujo objetivo é diminuir o tônus do músculo detrusor durante a fase de enchimento para aumentar a capacidade vesical. Dentre os fármacos anticolinérgicos, estão a oxibutinina, tolterodina, darifenacina e solifenacina. Outra classe de fármacos usada para o tratamento da BH são os ²3 adrenérgicos que atuam diretamente na inibição da ativação do nervo aferente. Mirabegrona é o ²3 adrenérgico usado como alternativa aos fármacos anticolinérgicos. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão sistemática, se possível, seguida de metanálise comparando a eficácia, aderência e segurança das drogas anticolinérgicas em relação à droga ²3 adrenérgica no tratamento da bexiga hiperativa em mulheres, utilizando evidências oriundas dos ensaios clínicos randomizados controlados. A questão de pesquisa a ser respondida neste projeto é: A mirabegrona é mais eficaz, segura e propicia maior aderência ao tratamento da bexiga hiperativa em mulheres em relação ao tratamento com oxibutinina, tolterodina, darifenacina, solifenacia?A questão foi estruturada no formato PICOS (População, Intervenção, Comparador, Desfecho (outcome) e tipos de estudo (Studies) para que a busca na literatura a responda. Serão incluídos somente estudos clínicos randomizados que abordem o uso dos medicamentos mirabegrona, oxibutinina, darifenacina, tolterodina e solifenacina para o tratamento de bexiga hiperativa em mulheres com esse diagnóstico. Serão considerados critérios de não inclusão os artigos que avaliarem apenas gestantes, homens e crianças. As bases de dados Embase, Medline (Pubmed), Cochrane e Lilacs serão pesquisadas. A busca não será limitada pela data. Para cada estudo serão coletados em formulário padronizado os seguintes dados: nome do estudo, tipo de estudo, nível de evidência, duração, número de pacientes incluídos, intervenção, indicações de uso, situação clínica, desfechos clínicos. Caso se faça necessário, outros resultados, detalhes e comentários serão acrescidos. Os artigos serão avaliados por meio da ferramenta de análise do risco de viés da colaboração Cochrane.