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Papel do receptor de quimiocina CX3CR1 e da integrina LFA-1 na diferenciação e ativação de linfócitos T CD8 durante a infecção pelo Trypanosoma cruzi

Processo: 19/17994-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Jose Ronnie Carvalho de Vasconcelos
Beneficiário:Leonardo Moro Cariste
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/15607-1 - Papel das células T CD4+ e T CD8+ específicas geradas por diferentes protocolos de vacinação contra infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi, AP.JP2
Assunto(s):Diferenciação celular   Trypanosoma cruzi   Quimiocinas CXC   Quimiocinas CX3C   Antígeno-1 associado à função linfocitária   Linfócitos T CD8-positivos

Resumo

Os linfócitos T CD8+ exercem um importante papel no controle de infeções por patógenos intracelulares como Trypanosoma cruzi, agente causador da Doença de Chagas. Esses linfócitos controlam a infecção por meio da liberação de IFN-g e pela eliminação das células alvo infectadas pela citotoxicidade direta. Para exercerem essas funções, os linfócitos precisam migrar para os tecidos infectados, estabelecer um contato estável com as células apresentadoras de antígenos e serem ativados por meio da interação do TCR com o complexo MHC-peptídeo e moléculas co-estimulatórias. As moléculas de quimiocinas e integrinas são essenciais para a migração dos linfócitos T para os sítios de infecção. Além disso, atualmente tem sido reportado o papel dessas moléculas na ativação e diferenciação dos linfócitos T CD8+ durante infecções virais e bacterianas. No entanto, não está claro o papel dessas moléculas durante a infecção pelo T. cruzi. Interessantemente, as moléculas de quimiocinas CX3CR1 e CXCR3 são altamente expressas na superfície dos linfócitos T CD8+ durante a infecção por patógenos intracelulares, como T. cruzi, e são importantes na ativação e diferenciação dessas células. Estudos indicam que as quimiocinas e as integrinas são importantes para facilitar o encontro desses linfócitos com as células apresentadoras de antígenos no linfonodo, e consequentemente, na ativação e posterior diferenciação dos linfócitos. A integrina LFA-1 também possui papel na ativação e diferenciação dos linfócitos, uma vez que é extremamente importante no estabelecimento do contato dos linfócitos com as células apresentadoras de antígenos. No entanto, ainda são escassos os trabalhos na literatura que descrevem exatamente como essa molécula interfere na indução de células de memória. Nossos resultados preliminares demonstraram que o bloqueio do CXCR3 e/ou LFA-1 tornam os camundongos da linhagem C57BL/6 suscetíveis à infecção pelo T. cruzi. Ainda, observamos que o receptor de quimiocina CX3CR1 é altamente expresso nas células T CD8+ dos animais infectados. Com isso, o objetivo desse projeto é avaliar o papel das quimiocinas CXCR3 e CX3CR1 e da integrina LFA-1 na diferenciação de células efetoras de memória e ativação dos linfócitos T CD8+ durante a infecção pelo T. cruzi. O conhecimento dos mecanismos envolvidos com a indução de células efetoras que darão origem as células de memória é de extrema importância para a geração de estratégias vacinais. (AU)