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Investigando o impacto do consumo de frutose na resposta inflamatória das vias aéreas durante a asma alérgica: foco na microbiota intestinal

Processo: 19/17953-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 06 de agosto de 2020
Vigência (Término): 05 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Gabriel Forato Anhê
Beneficiário:Gabriel Forato Anhê
Anfitrião: Jonathan Schertzer
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : McMaster University, Canadá  
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Obesidade   Asma   Inflamação   Metabolismo energético

Resumo

Dados epidemiológicos recentes revelaram que o consumo excessivo de bebidas adoçadas com frutose se correlaciona com um risco maior de asma em bebês e adultos. Até o momento, no entanto, nenhuma evidência experimental confirma que o consumo de frutose exacerba a resposta inflamatória na asma alérgica. Esta última é marcada por uma ativação predominante do eixo TH2, no qual citocinas importantes, como IL-4, IL-5, IL-10 e IL-13, levam à produção de IgE e infiltração de eosinófilos no parênquima pulmonar. Esta resposta é modulada por pattern recognition receptors (PRR), como TLR4 e NOD2. Digno de nota, modelos experimentais de síndrome metabólica induzida pela ingestão excessiva de frutose são conhecidos por dirigir mudanças na microbiota intestinal que paralelamente aumentam a permeabilidade intestinal e a endotoxemia metabólica. O objetivo deste projeto é determinar se o consumo de frutose exacerba a resposta inflamatória das vias aéreas em camundongos submetidos ao modelo de asma alérgica por sensibilização/desafio com Ovalbumina (OVA). Também pretendemos estabelecer se tais possíveis efeitos do consumo de frutose estão ligados a mudanças na microbiota intestinal. Para atingir esses objetivos, camundongos C57BL/6 machos serão tratados com frutose, glicose ou sacarose na água potável. Grupos de controle positivos e negativos consistirão na combinação ou de prebióticos ou antibióticos com a frutose líquida. Os tratamentos serão realizados por 8 semanas e a sensibilização/desafio com OVA ocorrerá durante as últimas 2 semanas. Determinaremos os níveis de interleucinas TH2 (IL-4, IL-5, IL10 e IL-13) e as contagens de eosinófilos e neutrófilos nas amostras de lavado broncoalveolar (BAL). A microbiota intestinal das amostras fecais será analisada pelo sequenciamento de 16S rRNA. A microbiota intestinal de amostras de fezes e o soro de sangue portal também serão usados para determinar a capacidade de ativação TLR4 e NOD2 in vitro.