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Utilizando petrocronologia para o entendimento da evolução tectonometamórfica do domínio Curitiba, Faixa Ribeira, se Brasil

Processo: 19/19651-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Renato de Moraes
Beneficiário:Bruna da Silva Ricardo
Supervisor no Exterior: Catherine Mary Mottram
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Portsmouth, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:18/01572-1 - Petrocronologia aplicada ao estudo do contexto tectono-metamórfico das rochas da Formação Turvo-Cajati, domínio Curitiba, e sua influência na evolução da Faixa Ribeira, Cajati, SP, BP.MS

Resumo

No cinturão da Ribeira, sudeste do Brasil, aloram rochas metassedimentares de distintas condições de pressão. No entanto, todas elas são considerados parte da mesma unidade, a Formação Turvo-Cajati (TCF). Uma melhor compreensão das trajetórias P-T-t nesta unidade pode ajudar a ter um melhor entendimento das condições que levam à sua disposição atual. A TCF é uma unidade metassedimentar que forma o Domínio Curitiba, um dos principais segmentos da Faixa Ribeira Meridional. Este domínio é composto de rochas das condições de fácies de xisto verde (Baixo-TCF), anfibolito (Médio-TCF) a granulito (Alto-TCF). Estudos anteriores na Alto-TCF indicam que a unidade sofreu uma fusão parcial extensa sob condições de alta pressão (670-810 ºC e 9,5-12 kbar), dentro do campo de estabilidade da cianita. Neste projeto de mestrado, detalhamos o estudo do zoneamento metamórfico no TCF baixo e médio grau. A investigação P-T é feita usando a petrografia combinada com modelagem termodinâmica com pseudoseções nos sistemas NCKFMASHTO e MnNCKFMASHTO. Quatro zonas metamórficas foram reconhecidas para a Baixo-TCB e a Médio-TCF: zonas de biotita, granada, estaurolita e silimanita, com pressões inferiores a 8 kbar, à medida que a estaurolita quebra diretamente na silimanita, sem formação de uma zona de cianita, sugerindo que as diferentes sub-unidades da TCF experimentaram histórias metamórficas distintas. Este estágio visa usar técnicas de petrocronologia de ponta para determinar o período de tempo do metamorfismo na TCF. A combinação de datação in situ U-Th-Pb de fases acessórias, análises geoquímicas e modelagem de pseudoseções permitirá que as trajetórias P-T-t sejam determinadas para as subunidades da TCF. Além disso, a análise de novos geocronômetros de média e baixa temperatura, como apatita e calcita, permitirá que os processos de deformação sejam determinados em diferentes condições de pressão. No geral, este projeto facilitará a colaboração entre a Universidade de São Paulo e a University of Portsmouth, no Reino Unido, permitindo o acesso às instalações e aos líderes especializados em geocronologia do mundo. Portanto, este projeto permitirá a coleta de dados in situ de alta qualidade, cujos resultados farão uma grande contribuição para a geologia regional da Faixa Ribeira. Ao comparar as idades metamórficas na Alto-TCF e Médio-TCF, podemos entender melhor a relação das idades metamórficas de ambas as unidades e sua disposição tectônica. Os resultados terão, portanto, um impacto significativo na forma como os geólogos entendem os processos de deformação tectonometamórficos através da crosta ao longo do tempo geológico e terão implicações generalizadas sobre como a petrocronologia é usada para quantificar eventos de deformação em todo o mundo.