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Os desafios do homem em meio às aparências: reflexões sobre a virtude na Ética a Nicômaco de Aristóteles

Processo: 19/11990-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marisa da Silva Lopes
Beneficiário:Giácomo Fioritti Leandro
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia antiga   Ética (filosofia)   Ética   Virtude   Aristóteles

Resumo

Em Ética a Nicômaco, III, 4, 1113a 15, Aristóteles apresenta um problema que consiste em saber se o objeto do desejo humano é o bem (tagathón) ou o bem aparente (tó phainómenon agathón). A solução de Aristóteles, segundo Aubenque, faria coincidir a norma moral e o homem valoroso, o spoudaios. Ora, a partir da noção de bem aparente e dessa concepção aristotélica de "norma encarnada", na expressão de Aubenque, se apresenta para nós a dificuldade da possibilidade de se pensar uma passagem do vício para a virtude no interior da filosofia do Estagirita. Afinal, entendemos que há um problema que é mesmo anterior àquele pensado por Aubenque. Este se perguntava qual seria a receita para se pôr em prática aquilo que se reconhece no outro, quer dizer, como os homens poderiam aplicar a virtude que viam figurar no spoudaios. Nós, porém, questionamos: como poderiam os homens que são desvirtuados pelo bem aparente sequer reconhecer o spoudaios como norma a ser seguida? Entendemos, portanto, que a problemática do desenvolvimento da virtude deve lidar com a dificuldade das aparências, e tomamos, assim, como objetivo de nossa pesquisa fornecer uma resposta acerca da reversibilidade do bem aparente.