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A dramaturgia-reflexo de Maria angelica Ribeiro, aquela considerada a primeira dramaturga brasileira

Processo: 19/16461-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Teatro
Pesquisador responsável:Larissa de Oliveira Neves Catalão
Beneficiário:Jean Bruno Carvalho
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Teatro brasileiro   História do teatro   Dramaturgia   Análise do discurso

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo investigar a vida e a obra de Maria Angélica Ribeiro (1829 - 1880), uma personalidade que foi pioneira na dramaturgia feminina brasileira. Atribui-se a ela, segundo Valéria Andrade Souto-Maior (2004, p. 308), "o pioneirismo que desencadeia o processo de formação da dramaturgia nacional de autoria feminina", tendo escrito mais de 20 peças durante a segunda metade do século XIX. Devido à época em que viveu e à peculiaridade de seu discurso - abertamente abolicionista e com um olhar sensível à figura da mulher na sociedade -, a autora chama a atenção por sua extensa obra que carrega pensamentos incisivamente libertários, munidos da presença de um discurso feminino, em plena sociedade oitocentista escravista e patriarcal. A partir de pesquisas em livros e acervos diversos, análise das peças remanescentes da autora e comparações com as dramaturgias que lhe serviram de inspiração, pretende-se reunir e divulgar informações, obras e reflexões acerca de Maria Ribeiro. Maria Angélica Ribeiro participou ativamente do movimento teatral de seu tempo, e se espelhava nas matrizes francesas do teatro realista, dialogando, a partir desses modelos, com a realidade nacional. A autora construiu, desse modo, uma dramaturgia-reflexo dos cânones de seu tempo e, não menos imponente e contestadora por isso, sua obra desafia os limites da liberdade feminina no século XIX e atesta boa recepção, comprovada pelas críticas nos jornais e pelos elogios ao sucesso de público em suas récitas. Nem líder revolucionária, nem senhora de engenho: Maria Ribeiro se localiza em um interstício complexo que a fez espelho que tanto propõe quanto reflete, tanto projeta quanto reproduz.