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Caracterização molecular do GprJ de Aspergillus fumigatus, um receptor acoplado à proteína G envolvido no controle da produção de melanina

Processo: 19/11929-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Gustavo Henrique Goldman
Beneficiário:Guilherme Thomaz Pereira Brancini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Micologia   Aspergillus fumigatus   Proteínas de ligação ao GTP   Melaninas   Virulência   Expressão gênica   Sistema de sinalização das MAP quinases

Resumo

Aspergillus fumigatus é o mais ubíquo dos fungos que produzem esporos aéreos e a inalação desses esporos pode levar à Aspergilose Pulmonar Crônica em indivíduos imunocomprometidos. Essa doença é de alta gravidade e os índices de mortalidade podem chegar a 100%. Essencial à sobrevivência de A. fumigatus é a sua capacidade de perceber e interagir com o ambiente. Os receptores acoplados à proteína G (GPCRs) são proteínas transmembranares envolvidos na resposta a estímulos externos como hormônios, nutrientes, proteínas, íons e luz. Ao serem ativados, os GPCRs mudam sua conformação e disparam a dissociação entre G± e o heterodímero G²³, sendo que cada um deles é responsável por ativar ou inibir vias de sinalização intracelulares. Como os GPCRs são essenciais à sinalização e seu acesso é fácil na superfície celular, muitos fármacos utilizam GPCRs como alvo. Estima-se que 34% de todos os fármacos tenham como alvo um GPCR. Porém, o conhecimento sobre GPCRs em fungos é limitado, ainda mais para fungos filamentosos. Somente três dos 15 GPCRs preditos em A. fumigatus estão caracterizados. O estudo de GPCRs é complicado pelo fato de que a maioria dos mutantes não apresenta nenhum fenótipo evidente. Uma avaliação preliminar de uma biblioteca de deleção para todos os 15 mutantes mostrou que a linhagem “gprJ produz um pigmento escuro em meio líquido, indicando que o GprJ regula a produção de melanina. O presente projeto se propõe a caracterizar o GprJ em relação a tolerância a diferentes estresses, virulência, sinalização via MAP Kinase, controle da expressão gênica e parceiros proteicos. Nossos resultados ajudarão a entender como A. fumigatus percebe o ambiente e contribuirão para um melhor entendimento dos GPCRs em fungos. (AU)