Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeitos do ácido docosahexaenóico na modulação do ciclo e morte celular na carcinogênese prostática

Processo: 19/15109-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 26 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:Alana Della Torre da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Reprodução   Neoplasias da próstata   Próstata   Ácidos graxos ômega-3   Saúde pública

Resumo

O câncer de próstata (CaP) é uma das cinco principais causas de morte em indivíduos do sexo masculino no cenário mundial e um grave problema de saúde pública. Atualmente, sabe-se que a dieta, particularmente, o consumo excessivo de lipídeos, assim como sua natureza, estão implicados na gênese dessa doença. Os ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs) ômega-3 da série marinha, como o ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA), foram considerados agentes protetores contra o CaP devido à sua ação anti-proliferativa e antitumoral, o que tem sido questionado por estudos que reportaram maior consumo ou elevadas concentrações séricas destes associados à incidência da patologia. Portanto, este projeto tem como objetivo avaliar os efeitos do DHA e do EPA em diferentes estágios da progressão do CaP, com foco na modulação do ciclo celular e nos processos de morte celular regulada in vivo e in vitro. Para isso, serão utilizados camundongos transgênicos para adenocarcinoma de próstata (TRAMP) tratados com dieta rica em DHA+EPA ou padrão e avaliados parâmetro biométricos, perfil lipídico e concentração sérica de testosterona e estradiol, além da morfologia da próstata ventral quanto à incidência de lesões pré-malignas, adenocarcinoma bem diferenciado e indiferenciado. Os estudos in vitro serão realizados com células benignas PNT1A e tumorais 22rv1 (andrógeno-responsivas). Para estas linhagens, ensaio de dose-resposta será realizado com MTS para determinar a concentração com efeito antiproliferativo, seguido de análise do ciclo e de morte celular por citometria de fluxo. Tanto para os ensaios in vivo como in vitro será avaliada a proliferação celular por Western Blotting e imunohistoquímica pela fosforilação de AKT, mTOR, PTEN, ERK 1/2 e Histona H3, além dos padrões de morte celular pela expressão de caspase-3 ativada (apoptose), MLKL fosforilada (necroptose), gasdermina D clivada (piroptose) e LC3B (autofagia), o que será confirmado na ultraestrutural. Os resultados obtidos permitirão melhor compreender as vias pelas quais os PUFAs afetam a proliferação e morte celular, o que poderá subsidiar novas estratégias terapêuticas. (AU)