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Migração e degradação sistêmica do trabalho na frigorificação de carnes em Maringá (PR)

Processo: 19/17137-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Antonio Thomaz Júnior
Beneficiário:Daniel Christante Cantarutti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Trabalho   Frigoríficos   Mobilidade no trabalho   Mão-de-obra   Migração internacional   Haitianos

Resumo

No início do século XXI, o Brasil se despontou como destino de quantidade expressiva de imigrantes internacionais, sobretudo haitianos, que após o sismo de 2010 e da vulnerabilidade social, motivada pelos extremos abissais de pobreza, têm se deslocado aos milhares para o Brasil em busca de emprego e condições dignas de vida. Em território brasileiro, estes trabalhadores imigrantes eram encaminhados para abrigos no Acre, onde aguardavam a emissão de documentos e regularização por parte das autoridades para residir e trabalhar no país. Inúmeras empresas se deslocavam aos acampamentos para recrutar os imigrantes, já legalizados para o trabalho, momento no qual começa a se desenhar a inserção dessa mão-de-obra no mercado de trabalho brasileiro, mediante processos de seleção, agenciamento, contratações não-formais, que vão se somar a processos de trabalho que impõem jornadas exaustivas, combinadas a baixos salários e exposição a riscos à saúde, pois grande parte das vagas ofertadas são nos frigoríficos localizados na porção Centro-Sul do país, entres eles a empresa GT Foods sediada em Maringá no estado do Paraná. Nosso objetivo é compreender a mobilidade espacial do trabalho, a partir da migração de haitianos para laborar no abate e processamento de frangos em Maringá (PR), especificamente no âmbito da empresa GT Foods. Nossas atenções estão centradas na degradação sistêmica do trabalho, ou seja, nas condições de vida e saúde dos trabalhadores haitianos que têm migrado para trabalhar no Brasil, com atenção especial à dimensão ocupacional, os condicionamentos e as consequências desse processo, diante da perversidade da exploração que o capital lhes impõe, além de investigar possíveis ações de resistência e enfrentamento ao capital. Optamos por utilizar metodologias qualitativas, circunscritas às entrevistas semiestruturadas abarcando os sujeitos envolvidos no universo da pesquisa, além da coleta e análise de dados secundários extraídos de órgãos públicos e entidades privadas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: