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Estudo das assinaturas de N-glicanas totais séricos em infecções por Leishmania infantum em uma população brasileira

Processo: 19/15738-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 23 de outubro de 2019
Vigência (Término): 22 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Isabel Kinney Ferreira de Miranda Santos
Beneficiário:Gabriane Nascimento Porcino
Supervisor no Exterior: Manfred Wuhrer
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Leiden University Medical Center (LUMC) , Holanda  
Vinculado à bolsa:16/18527-3 - O papel da N-glicosilação da região FC de IgG na patogênese da Leishmania visceral e a avaliação de novas estratégias terapêuticas, BP.PD
Assunto(s):Anticorpos

Resumo

Embora a leishmaniose visceral (LV) apresente alta mortalidade se não tratada, a maioria das infecções com o agente etiológico da doença, Leishmania infantum, permanece assintomática. Os fatores de risco para desenvolver LV não são bem conhecidos. A LV é prevalente em populações de média/baixa renda e é caracterizada por "tempestade de citocinas". A inflamação afeta os perfis de N-glicanas de Fcs de IgG, que, por sua vez, afetam as funções efetoras dos anticorpos. De fato, pacientes com LV produzem IgG com padrões de glicanas semelhantes aos encontrados em condições inflamatórias. N-glicanas de Fcs de IgG também variam de acordo com padrão socioeconômico e com marcadores da síndrome metabólica (SM), uma doença inflamatória. A desnutrição e coinfecções com helmintos invasivos são fatores de risco para LV. No entanto, apesar da atual transição epidemiológica de dieta, a LV continua prevalente, impelindo reexaminar os fatores de risco para LV. De fato, obesidade e inflamação estão associadas a susceptibilidade a doenças infecciosas e a respostas precárias a vacinas. Hipotetizamos que: a) obesidade e SM são fatores de risco para humanos desenvolverem LV porque afetam perfis de N-glicanas de IgGs; b) assinaturas de N-glicanas de proteínas plasmáticas estarão associadas aos desfechos de infecções por L. infantum; c) como infecções com helmintos não invasivos (HNI) protegem indivíduos contra a SM, também protegerão contra LV. Avaliaremos em infecções assintomáticas, doença ativa, antes e após tratamento, e em indivíduos saudáveis de áreas endêmicas e não endêmicas: a) assinaturas para parâmetros clínicos de LV e infecções em geral com L. infantum por meio da análise do N-glicoma sérico total; b) marcadores de inflamação, SM e infecções por HNI; c) as respectivas associações com desfechos de infecções por L. infantum. Esperamos obter: a) biomarcadores para diagnóstico precoce e estratificação de pacientes; b) entendimentos para novas estratégias terapêuticas e mecanismos de patogênese na LV.