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Técnicas de cultivo avançadas, seqüenciamento de última geração e inmunoblot aplicado ao estudo de uma espiroqueta do grupo da febre recorrente brasileira

Processo: 19/17960-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 06 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 16 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marcelo Bahia Labruna
Beneficiário:Sebastián Alejandro Munoz Leal
Supervisor no Exterior: Job Lopez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Baylor College of Medicine, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/02521-1 - Pesquisa de espiroquetas do grupo da febre recorrente (Spirochaetaceae: Borrelia) em carrapatos do gênero Ornithodoros (Acari: Argasidae) parasitas de humanos no Brasil, BP.PD
Assunto(s):Genomas   Ornithodoros   Febre recorrente   Western blotting

Resumo

O interesse no estudo da febre recorrente transmitida por carrapatos começou nos inícios do século 20 na America do Sul, estendendo-se por pelo menos 50 anos. Depois deste período, a pesquisa sobre esta doença praticamente desapareceu, deixando perguntas que têm impedido o desenvolvimento de estudos usando ferramentas de pesquisa contemporâneas. O agente etiológico desta doença, a espiroquta Borrelia venezuelensis, foi recentemente isolado a partir do seu vetor, o carrapato Ornithodoros rudis, no estado do Maranhão (MA), no nordeste brasileiro. O uso de técnicas de ponta são agora necessárias para o estudo deste agente infeccioso desde um ponto de vista eco-epidemiológico no Brasil. Os objetivos do presente projeto são (1) a padronização do cultivo in vitro da B. venezuelensis RMA01 mantida congelada no nosso laboratório, (2) o sequenciamento do genoma desta bactéria e (3) o desenho de um imunoblot específico para reconhecer a circulação de anticorpos específicos para B. venezuelensis em soro de cães e humanos do MA. Para cumprir estes objetivos, B. venezuelensis RMA01 sera reativada em camundongos de laboratório e logo passada a um meio Barbour-Stoenner-Kelly modificado (mBSK). DNA extraído das borrelias cultivadas no mBSK sera cometido a sequenciamento de última geração para obter seqüências completas do cromossomo e plasmidios. Seqüências do gene bipA serão transformadas e expressadas para obter proteína BipA recombinante (rBipA). Imunoblots compostos por lisados celulares obtidos a partir das culturas e rBipA serão usados para testar a reatividade do soro de cães e humanos do MA. Os resultados deste estudo representarão o primeiro esforço para entender aspectos eco-epidemiologicos da febre recorrente transmitida por carrapatos no Brasil. As provas sorológicas aportarão evidência inédita demostrando exposição à B. venezuelensis em animais domésticos e/ou humanos no MA. O genoma da B. venezuelensis poderá trazer discernimento acurado sobre a posição filogenética desta espécie, permitindo inferir as relações evolutivas com outras espécies do gênero.