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Desenvolvimento de uma ferramenta de microplanejamento para plantações florestais por meio da consolidação de indicadores econômicos e de sustentabilidade (Forest Decision Tree - Geplant)

Processo: 19/20675-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Silvicultura
Pesquisador responsável:José Henrique Tertulino Rocha
Beneficiário:José Henrique Tertulino Rocha
Empresa:4tree Agroflorestal Ltda
CNAE: Produção florestal - florestas plantadas
Atividades de apoio à produção florestal
Vinculado ao auxílio:18/26418-5 - Desenvolvimento de uma ferramenta de microplanejamento para plantações florestais por meio da consolidação de indicadores econômicos e de sustentabilidade (Forest Decision Tree - Geplant), AP.PIPE
Assunto(s):Manejo do solo   Conservação do solo   Plantações florestais   Fertilização   Indicadores econômicos   Indicadores de desenvolvimento sustentável

Resumo

O manejo dos resíduos florestais, o preparo de solo e a fertilização são temas que já foram bastante estudados e estão intimamente interconectados. Apesar da estreita relação, estas etapas são tratadas de forma independente dentro dos empreendimentos florestais e não existe no mercado uma solução que integre estas etapas visando a otimização do uso de insumos e a sustentabilidade das plantações florestais. Objetiva-se com este projeto desenvolver uma ferramenta para gerar indicadores e informações para tomada de decisão, levando-se em conta os aspectos econômicos e de sustentabilidade silvicultural que congrega a conservação do solo e da água, o balanço nutricional e a produção de biomassa das plantações florestais. Com isto, a solução irá auxiliar no microplanejamento da exploração dos resíduos florestais, no preparo de solo e na fertilização, visando a exploração sustentável dos resíduos florestais, a redução das perdas de solo e a otimização do uso de fertilizantes. Deste modo se pretende integrar a tomada de decisão quanto às três etapas silviculturais que mais impactam a sustentabilidade e o custo da formação florestal (i.e., manejo de resíduos, preparo de solo e fertilização) e gerar um indicador de sustentabilidade silvicultural das plantações florestais. O impacto do manejo de resíduos florestais e do preparo de solo nas perdas de solo será estimado por meio da equação universal de perda de solo (USLE). Desta forma, o principal desafio científico a ser vencido durante este projeto será parametrizar e a validar a USLE para os possíveis manejos florestais adotados, lançando mão de dados de perda de solo disponíveis na literatura. A USLE também será validada na escala da microbacia, utilizando dados de microbacias experimentais que possuam o fluxo e a qualidade da água monitoradas. Com a USLE validada será possível prever o risco à conservação do solo e da água para os possíveis manejos de resíduos e preparo de solo a serem adotados, trazendo segurança na tomada de decisão ao gestor florestal. Almeja-se também desenvolver um sistema de recomendação de fertilização calibrado para cada possível manejo de resíduo florestal adotado. Além da ferramenta que auxiliará no microplanejamento das operações, as informações de perda de solo e água e o balanço nutricional serão compiladas em um indicador de sustentabilidade silvicultural. Este indicador poderá ser utilizado para os programas de certificação, para traçar ações de melhoria do manejo e também para ações marketing, gerando credibilidade para o negócio. Desta forma, na fase 1 do PIPE almeja-se desenvolver o conceito e criar um protótipo utilizável de plataforma para o microplanejamento, bem como compilar as informações em um indicador de sustentabilidade. Além disto, pretende-se, nesta fase, validar o modelo de negócio junto a potencias clientes. Para tanto será adotada a metodologia de desenvolvimento pelo cliente para a validação do Business Model Canvas do projeto. Acredita-se que esta plataforma seja aplicável tanto para grandes empreendimentos, quanto para produtores florestais independentes. O Brasil possui 10 milhões de hectares de florestas plantadas e acreditamos que este seja o horizonte inicial de aplicação da plataforma. Ademais, este produto poderá ser aplicado em plantações florestais de países que praticam o mesmo modelo de manejo florestal do Brasil, como Uruguai, Chile, Argentina e África do Sul. Uma vez desenvolvida, a plataforma será adaptável para culturas agrícolas, o que ampliaria em mais de 5 vezes o tamanho do mercado que poderá adotar a solução desenvolvida. (AU)