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Trajetórias e transformações: os Futuros Possíveis da mineração artesanal de ouro na Amazônia Brasileira

Processo: 19/09709-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Convênio/Acordo: Belmont Forum
Pesquisador responsável:Lúcia da Costa Ferreira
Beneficiário:Jorge Calvimontes Ugarte
Instituição-sede: Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/50033-6 - Transformações para a sustentabilidade na mineração de ouro artesanal e em pequena escala: uma perspectiva multi-ator e trans-regional, AP.R
Assunto(s):Conflito social   Sustentabilidade   Amazônia Brasileira

Resumo

A mineração artesanal ou em pequena escala tem sido praticada ao longo dos séculos e tem sido a fonte de recursos para milhares de pessoas, geralmente de baixa renda. Entretanto, seus impactos sociais e ambientais negativos, associados à fragilidade institucional de seu controle, geraram barreiras críticas para o desenvolvimento sustentável. Por outro lado, as relações entre os diversos usuários e suas distintas trajetórias têm produzido ações, perspectivas e aspirações também diferenciadas em torno do recurso mineral e do território onde ele é explorado. A partir de uma abordagem transformadora das sociedades contemporâneas, este projeto de pesquisa visa identificar práticas, estratégias e formas de organização que pudessem levar a mineração artesanal de ouro na Amazônia brasileira em direção à sustentabilidade vis-à-vis os futuros possíveis, desejados e não desejados, descritos pelos atores da mineração. Esta análise compreende a sustentabilidade como um processo complexo, com significados, categorias e expectativas diversas em função das trajetórias dos atores envolvidos. Através de dois estudos de caso (no distrito de Lourenço do município de Calçoene, no estado do Amapá; e na região do Tapajós, no estado do Pará), se pretende discutir o conceito narrativo de sustentabilidade em relação aos processos identificados no campo. A história dos assentamentos e dos usuários, os espaços de negociação, as questões territoriais e identitárias, as assimetrias de poder, a inovação tecnológica e os conflitos como produtores de transformação e aprendizagem social são aspectos que serão investigados. Para isso, a abordagem da arena social, multinível, multiator e polifônica, resulta fundamental.Os resultados obtidos com esta pesquisa servirão de base para uma discussão interdisciplinar mais ampla no nível transcontinental em relação às transformações para a sustentabilidade na mineração artesanal e em pequena escala de ouro (Projeto Gold Matters Brazil - Belmont Forum/FAPESP). (AU)