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Potencial terapêutico do Artepelin C na asma alérgica experimental

Processo: 19/18793-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Vânia Luiza Deperon Bonato
Beneficiário:Núbia Sabrina Martins
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Pneumonia   Asma   Própolis   Artepelin C   Linfócitos T reguladores   Avaliação terapêutica   Técnicas in vitro

Resumo

A asma, doença inflamatória pulmonar crônica, é caracterizada por resposta inflamatória de perfil Th2, eosinofilia e produção de anticorpos IgE, que conjuntamente induzem falta de ar, tosse e chiado no peito. O desenvolvimento de novas terapias para asma é muito importante porque os corticoides, que configuram a forma de tratamento mais eficiente, podem favorecer o desenvolvimento de infecções, além do fato de que 5 a 10% dos pacientes são resistentes a esses medicamentos. A própolis, um composto sintetizado pelas abelhas a partir de extratos de diferentes fontes botânicas, apresenta ação anti-inflamatória, testada inclusive em modelo de asma experimental. Porém, não se conhece o mecanismo pelo qual a própolis reduz a inflamação pulmonar na asma. Resultados prévios de nosso grupo mostram que o tratamento de animais expostos ao alérgeno com a própolis brasileira resultaram em aumento de células mielóides supressoras (MDSC) e de células T reguladoras (Treg) nos pulmões. Além disso, in vitro a própolis aumentou a diferenciação de MDSC e de células Treg. O principal composto da própolis brasileira é o artepelin C. Nossa hipótese é de que o artepelin C seja o componente da própolis brasileira que atue na redução da inflamação pulmonar Th2 por meio da indução de MDSC e de células Treg. No presente projeto, nosso objetivo é avaliar in vitro se o artepelin C induz MDSC e células Treg, e tratar in vivo animais expostos ao alérgeno com MDSC estimuladas ou não com artepelin C. Este projeto resulta de uma colaboração estabelecida entre nosso grupo e a empresa Apis Flora de Ribeirão Preto, e juntos buscamos alternativas para tratar os sintomas da asma por meio de um produto já comercializado na indústria farmacêutica. No entanto, o diferencial deste projeto é o uso de um composto purificado visando ao aumento da eficácia terapêutica na asma experimental ou alternativamente visando ao uso de MDSC como imunoterapia para a asma experimental. (AU)