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Relação entre p53, TLR4 e HPV em tumores de cabeça e pescoço

Processo: 19/19635-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Mirian Galliote Morale
Beneficiário:Natália Meneses Araújo
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias de cabeça e pescoço   Infecções por Papillomavirus   Sistema imune   Transdução de sinais   Receptor 4 toll-like   Células tumorais   Quimioterápicos   Cisplatino

Resumo

O desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço é comumente associado ao consumo de álcool e uso de tabaco, além da infecção por HPV. O HPV, através de suas oncoproteínas virais E6/E7 altera as proteínas p53, pRb entre outras. A proteína p53 também se encontra frequentemente alterada em tumores HPV negativos já que sua função é responder ao estresse celular, podendo levar à apoptose ou senescência. Os receptores do tipo Toll (TLR) do sistema imune inato também apresentam alterações em alguns tumores; podem estar associados à mecanismos antitumorais, como a ativação de mecanismos imunes de caráter citotóxico contra as células tumorais, ou à mecanismos que favorecem o desenvolvimento tumoral a partir do desencadeamento da produção de citocinas pró-inflamatórias gerando um microambiente inflamatório pró-tumoral. Em trabalhos anteriores, mostrou-se que há alta expressão de TLR4 em linhagens de câncer de cabeça e pescoço e cuja ativação por LPS pode desencadear respostas pró-tumorais. Nesse projeto pretendemos avaliar a importância do TLR4 em diferentes linhagens de câncer de cabeça e pescoço, de acordo com a presença de infecção por HPV e com diferentes status de p53. Assim, inicialmente será analisada a expressão dos TLR4 em células tumorais de cabeça e pescoço: HPV positiva (UPCI-SCC-154), p53 selvagem e HPV negativa (UPCI-SCC-143) e p53 mutante e HPV negativa (UPCI-SCC-078). Em seguida pretendemos avaliar o efeito do quimioterápico cisplatina nessas linhagens tumorais concomitantemente a indução com LPS. A importância desse projeto reside na necessidade de estudos relacionando a ativação do sistema imune inato em conjunto com a utilização de tratamentos para determinar possíveis alterações nas respostas obtidas devido a correlação entre as vias de TLR, p53 e genotoxicidade. (AU)