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Avaliação clínica e histopatológica do uso da pele de tilápia (Oreochromis niloticus), como curativo biológico oclusivo em feridas cutâneas de equinos na rotina clínica do HOVET USP

Processo: 19/04850-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:André Luis do Valle de Zoppa
Beneficiário:Sofia Cicolo da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cirurgia veterinária   Ferimentos e lesões   Enxertos   Cicatrização   Tecido de granulação   Cavalos   Equinos

Resumo

Feridas crônicas de difícil cicatrização são comuns nos equinos. Muitas vezes a área afetada é extensa e devido à pouca elasticidade da pele ou local atingido, como membros, é necessário o uso de enxertos para recobrir a lesão. Esses casos, nos equinos, comumente, podem evoluir para a formação de tecido de granulação exuberante, o que prejudica a cicatrização e, demanda tempo e manejo intenso para sua resolução. Com o tempo de recuperação muito longo, proprietário às vezes fica sem condições de manter o tratamento e opta pela eutanásia, por isso são necessárias alternativas que diminuam o tempo de tratamento e custos. A utilização de membrana biológica, como âmnio e pericárdio equino é comum na rotina clínico cirúrgica de equinos, dentro das dependências do HOVET/USP e apresenta bons resultados, no entanto esses materiais são de difícil obtenção, e podem ser contaminados por microrganismos, o que limita a sua utilização na rotina hospitalar. A pele de tilápia pode ser uma alternativa nesses casos, se apresentar resultado semelhante ou superior às membranas já utilizadas, por ser de fácil obtenção, apresentar baixo custo, além de ser armazenada em invólucro estéril. A pele de tilápia é rica em colágeno tipo 1, aminoácidos essenciais, não essenciais e propriedades bactericidas e antifúngicas o que pode contribuir para a não utilização de antibiótico terapia sistêmica e tópica o que contribui na redução da resistência bacteriana. As peles utilizadas nesse projeto são doadas pelo professor Edmar Maciel da Universidade do Ceará e passam por rigorosos processos de esterilização, já que são as mesmas pele utilizadas para tratamento de humanos com queimaduras. Os animais com feridas nas quais não seja possível realizar sutura receberam o curativo oclusivo de pele de tilápia. O curativo será trocado à cada 7 dias. Será coletado sangue para realização de hemograma e dosagem de fibrinogênio. Com os animais devidamente sedados e realizada a anestesia local será coletado uma biópsia com punch 6mm na área de transição da ferida. As feridas serão medidas e a área calculada com o programa Image J. Pretende-se avaliar macroscopicamente, por análises histopatológicas e imunohistoquímicas o papel da pele de tilápia na cicatrização. Essas análises serão realizadas em parceria com os laboratórios vinculados as docentes Lilian Marques de Sá e Cristina de Oliveira Massoco Salles de Gomes do departamento de patologia FMVZ USP. Vale ressaltar que o projeto foi aprovado pela CEUA FMVZ USP. (AU)