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Estudo comparativo da morfologia ventricular em Otophysi: uma abordagem evolutiva

Processo: 19/00450-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Ricardo Cardoso Benine
Beneficiário:Mario Vitor Buzete Gardinal
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Filogenia   Anatomia   Sistema cardiovascular   Coração   Miocárdio   Ventrículos do coração   Ostariophysi

Resumo

O coração dos peixes é composto por seis componentes anatômicos dispostos em série. Dentre eles, o ventrículo se destaca por apresentar consideráveis variações morfológicas entre as espécies relacionadas à anatomia externa, organização do miocárdio e distribuição dos vasos coronários. Uma das formas de classificação desta câmara cardíaca considera sua mioarquitetura e o nível de vascularização, permitindo agrupá-la em quatro tipos principais (I-IV). Apesar desta classificação ser uma ferramenta que, em algum nível, permita inferências sobre a evolução da morfologia ventricular em peixes, nenhuma análise utilizando métodos filogenéticos comparativos foi realizada até o momento. Ainda, pouco se sabe sobre a morfologia cardíaca e sua evolução em teleósteos neotropicais de água doce, sendo a região Neotropical, a que apresenta maior diversidade taxonômica e funcional em peixes deste grupo. Diante do exposto, o objetivo deste estudo será trazer avanços no entendimento da evolução da morfologia ventricular em teleósteos de água doce da linhagem Otophysi. Para descrição e levantamento dos caracteres morfológicos, ventrículos de 22 espécies pertencentes a quatro ordens (Characiformes, Siluriformes, Gymnotiformes e Cypriniformes) serão submetidos a estudos anatômicos, histológicos e ultraestruturais. Em seguida, será proposta uma filogenia destas espécies com base em caracteres moleculares (elementos ultraconservados do DNA) previamente sequenciados. Por fim, os caracteres morfológicos serão incorporados a filogenia resultante e analisados por métodos filogenéticos comparativos para inferirmos a evolução da morfologia ventricular. (AU)