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Avaliação da associação de extratos de frutos de Pterodon Pubescens Benth, Arrabidaea chica Verlot e Bixa Orellana nas atividades cicatrizantes, antiproliferativas, antinociceptivas e anti-inflamatórias

Processo: 19/21849-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Mary Ann Foglio
Beneficiário:Camila Simões Soares
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/21801-2 - Preditores de gravidade e novos tratamentos para neoplasias da medula óssea, AP.TEM
Assunto(s):Desenvolvimento de fármacos   Medicamentos fitoterápicos   Doenças inflamatórias   Estomatite   Bixa orellana   Arrabidaea chica   Pterodon

Resumo

A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio e apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos na dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. A utilização de fitocomplexos pode ser uma alternativa para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas. As espécies Arrabidaea chica verlot, Bixa orellena e Pterodon pubescens Benth. são popularmente utilizadas no tratamento de diversas doenças inflamatórias. A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio, com custos elevados em pesquisa e desenvolvimento. Apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos no tratamento de câncer, dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. Por esta razão, a identificação dos mecanismos de ação, a busca por novas moléculas que sejam eficazes aliados a menos efeitos adversos, torna-se extremamente necessária para as possíveis aplicações. Nosso grupo de pesquisas vem trabalhando nessa área desde 1987. Entre as espécies estudadas a Pterodon pubescens Benth tem demonstrado excelente potencial no controle da proliferação celular, nocicepção e inflamação. Enquanto a Arrabidaea chica Verlot apresenta capacidade de proliferação de fibroblastos que possibilitou o desenvolvimento de produto para a recuperação de pacientes em tratamento de câncer que desenvolvem mucosite. A Bixa orellana é de grande importância nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, devido à produção de pigmentos, comumente empregados para colorir medicamentos e outros produtos farmacêuticos. Nessa espécie foi identificado um total de 73 componentes sendo o geranilgeraniol um dos compostos majoritários. Estudos demonstraram que o geranilgeraniol é responsável por reverter parcialmente os efeitos tóxicos do ácido zoledrônico, nos fibroblastos gengivais humanos, sugerindo que a regulação desses genes é realizada pela via do mevalonato, podendo, dessa forma, ser utilizado como estratégia terapêutica para osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos (OMIB). A partir dos resíduos de produção do corante da Bixella orellana, estudaremos o potencial farmacológico desses insumos isoladamente e em associações com Pterodon pubescens Benth e Arrabidaea chica verlot avaliando a resposta dessas associações nos modelos experimentais propostos. Desta forma, os resultados obtidos resultarão em impactos significativos sob diferentes aspectos, tais como: Impacto cientifico: publicação de novos resultados, solicitação de patentes, validação de processos de extração de princípios ativos, validação de processos de avaliação farmacológica; Impacto tecnológico: lançamento de novos medicamentos no mercado; Impacto econômico: desenvolvimento de produto nacional oriundo de fontes ecologicamente sustentáveis; Impacto social: formação de recursos humanos, obtenção de fármacos, geração de emprego no setor agrícola e farmacêutico; Impacto ambiental: fontes ecologicamente sustentáveis, pois as espécies são produtos renováveis que permitirão produção contínua do medicamento. (AU)