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Querida editora, a formação da editora Corrupio: entre Salvador e Paris das décadas de 1970 e 1980

Processo: 19/16292-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Heloísa André Pontes
Beneficiário:Gabriela Costa Limão
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Etnografia   Produção cultural   Editoras   Mercado editorial   Brasil   Paris

Resumo

Esse projeto visa analisar a Editora Corrupio que se lançou no mercado editorial brasileiro com o livro Retratos da Bahia (1979), do etnólogo e fotógrafo francês Pierre Verger. Sob a administração majoritária de mulheres ao longo dos seus 40 anos, a Corrupio tem se dedicado à publicação de livros que se voltam para temáticas de "culturas negras e diáspora africana"1. Arlete Soares, Rina Angulo, Cida Nóbrega e Sara Silveira, assim como o seu primeiro autor, se conheceram em Paris. Esses encontros têm como intermediários outras figuras que tiveram passagens pelos dois lados do Atlântico, como o escritor Jorge Amado e o sociólogo francês Roger Bastide. A formação da editora também contou com a participação de integrantes do ZAZ, grupo de fotografia de Salvador, muitos dos quais passariam a fazer parte da equipe da Corrupio. Com o objetivo de contribuir com a história das práticas editoriais, pretendo articular elementos biográficos das fundadoras da Corrupio à circulação das ideias que perpassaram a sua formação e consolidação, entre as décadas de 1970 e 1980. Por meio de entrevistas com os personagens que fazem parte de sua história e com o auxílio da etnografia do arquivo constituído pelas suas editoras, pretendo revisitar os contextos político, social e cultural de Salvador, e reconstituir os trânsitos dos brasileiros entre essa cidade e Paris. (AU)