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O emprego da concepção gramsciana de grupos subalternos pelos Subaltern Studies indianos (décadas de 1980, 1990 e 2000): inovação conceitual?

Processo: 19/21549-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia
Pesquisador responsável:Leandro de Oliveira Galastri
Beneficiário:Vanusa Cristina de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/12238-8 - O emprego da concepção gramsciana de "grupos subalternos" pelos Subaltern Studies indianos (décadas de 1980, 1990 e 2000): inovação conceitual?, AP.R
Assunto(s):Teoria social   Classe social   Grupos sociais   Questões sociais   Historiografia

Resumo

Este projeto de pesquisa propõe-se a investigar as formas da assimilação da concepção gramsciana de grupos subalternos feita pelos Subaltern Studies. Os Subaltern Studies são desenvolvidos desde os inícios da década de 1980 por um grupo de pesquisadores indianos liderados pelo historiador Ranajit Guha, com o objetivo de promover uma renovação da historiografia pós-colonial indiana focalizando a história de seus grupos subalternos. Pretende-se testar a fidelidade epistemológica com que o conceito gramsciano de grupos subalternos é empregado por seus autores. O trabalho será guiado pela aplicação do conceito gramsciano de "tradutibilidade" entre as formas de abordagem de questões sociais semelhantes em diferentes formações sociais. A "tradução" de conceitos, ideias e categorias de outros autores e tradições teóricas e históricas foi um procedimento utilizado com frequência pelo próprio Gramsci. Seu objetivo era evitar que a recepção e assimilação daquelas ideias constituíssem um processo incoerente com o historicismo absoluto característico de seu raciocínio, bem como com a perspectiva materialista de seu método. Trata-se nesta proposta de trabalho, portanto, de investigar os níveis de tradutibilidade alcançados pelo projeto dos Subaltern Studies ao reivindicarem categorias gramscianas como as de "grupos subalternos" e "subalternidade" para o contexto histórico e cultural indiano pós-colonial. Não se sugere aqui fazer uso das categorias gramscianas como se elas fossem imanentes, aplicáveis somente ao seu contexto original de elaboração, nem de propor uma abordagem esquemática de tais categorias. Trata-se, ao contrário, de buscar clareza dos principais conceitos presentes nas elaborações de Guha e seu grupo, notadamente aqueles originários e tributários do materialismo gramsciano. A contribuição a ser proporcionada pela investigação proposta aponta para a elucidação em grau substantivo de elementos importantes do debate contemporâneo sobre a natureza dos grupos subalternos e das classes sociais, bem como do grau de rigor com que tal conceito é empregado pelos Subaltern Studies, além de suprir parte da ainda insuficiente produção acadêmica brasileira a respeito das relações entre o pensamento de Antonio Gramsci e os Subaltern Studies. (AU)