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Plantas, artefatos e pessoas: modos femininos criativos entre grupos Tukano orientais, noroeste amazônico

Processo: 19/20616-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 15 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Geraldo Luciano Andrello
Beneficiário:Melissa Santana de Oliveira
Supervisor no Exterior: Harry Laird Walker
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:16/24017-8 - Gênero e conhecimento entre os Tukano do Alto Rio Negro, BP.PD
Assunto(s):Mulheres   Criatividade   Indígenas   Estudos de gênero

Resumo

Este projeto visa explorar as especificidades dos modos criativos femininos entre povos Tukano Orientais, enfocando na análise de conceitos e práticas relacionadas à criação de pessoas, plantas e artefatos por mulheres tukano, moradores do rio Tiquié, tributário do rio Uaupés, TI Alto rio Negro, Amazonas. Eu procuro responder perguntas como: Quais são as diferenças entre os corpos femininos e masculinos? Em que medida essas especificidades são construídas e realizadas em torno da diferenciação por tipos de pensamentos (tuoñase), conhecimentos (mas)se/mer)se ) e trabalhos (darase); quais são as redes de relações estabelecidas e as ações tomadas pelas mulheres na criação de pessoas, plantas e fabricação de artefatos; que conhecimentos, objetos, plantas e substâncias circulam entre mulheres (do mesmo sexo) e entre mulheres e homens (sexo cruzado) ao longo destes processos criativos; Quais são as relações entre reprodução e inovação estilística que tais processos geram. Eu indago em que ponto se pode falar de um modo feminino de criatividade que permeia as atividades cotidianas das mulheres, que está relacionada a uma forma feminina de participação em processos de criação de pessoas e grupos bons/bonitos (añu) e comunidades animadas/alegres (ekati) e que reverberam em um modelo cosmológico de criação do mundo/humanidade fortemente marcado pelo fator gênero.