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A poética do baixo orçamento no horror independente brasileiro

Processo: 19/14388-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:Pedro Maciel Guimarães Junior
Beneficiário:Matheus Maltempi Munhoz
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Políticas públicas   Cinema brasileiro   Estética do cinema   Terror (gênero)   Poética   Produção   Orçamentos

Resumo

Esta pesquisa se propõe a analisar um conjunto de filmes nacionais independentes do gênero de horror, através de uma ótica teórica baseada na poética de Bordwell, em como o baixo orçamento e os métodos de produção da cadeia nacional acabam englobando-se na estética dos filmes. O audiovisual brasileiro é fomentado através de políticas públicas e leis de incentivo, por ser um processo que envolve uma certa concorrência, os cineastas realizadores de filmes de horror devem realizar suas obras com orçamentos e recursos limitados, através disso, eles são obrigados a recorrer a soluções criativas para burlar as dificuldades. O horror também tem em sua história como gênero uma ligação com os recursos limitados, portanto, para entender as obras dos diretores aqui estudados, também é necessário entender os cânones do gênero, que desde o primeiro cinema e expressionismo alemão teve seus primeiros passos, até se consolidar como gênero em 1930 com as produções da Universal, os filmes de monstro. Tais soluções se reverberam nas obras da RZP filmes, Fábulas Negras e de outros autores, denotando um padrão estético nos filmes brasileiros de gênero, fazendo com que isso seja uma característica da poética dos filmes, ou seja, o baixo orçamento torna-se um alicerce para a qualidade final do produto. Além de analisar os filmes através da poética, esta pesquisa tem como objetivo entender o motivo que leva ao baixo orçamento, por uma breve contextualização das políticas públicas e o histórico de produções. Portanto, desde Mojica os cineastas brasileiros estudam e reproduzem o gênero de horror a nossa forma, com uma poética própria, fazendo com que o baixo orçamento se torne parte da estética.