Busca avançada
Ano de início
Entree

Mulheres, higienismo e vagabundagem em São Paulo: escravas, libertandas, libertas e livres (1850 - 1900)

Processo: 19/08170-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Helena Pereira Toledo Machado
Beneficiário:Caroline da Silva Mariano
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História do Brasil Império   Escravidão   Abolição da escravidão (1888)   Feminismo   Mulheres   São Paulo

Resumo

A partir de 1850, assiste-se a emergência de um discurso voltado para a promoção de um novo modelo de feminilidade, o qual tem origem em abordagens médicas. Forja-se uma representação moralista sobre a mulher, conjugando os papéis de esposa, mãe e dona de casa. Se, inicialmente, os padrões de comportamento eram destinados às mulheres das camadas dominantes, esses são paulatinamente prescritos às classes subalternas, exaltando a higiene, a honra burguesa e a castidade. No entanto, no que se refere às mulheres pobres, estrangeiras e brasileiras, brancas e não brancas, escravizadas, livres, libertandas e libertas, as representações da moralidade burguesa, na prática social, parecem não se aplicar: aquelas desempenharam função nevrálgica na distribuição de gêneros alimentícios, nos serviços domésticos e em outros ofícios instáveis, socialmente desclassificados e pouco rentáveis. No âmbito dessa pesquisa, objetivamos visualizar a penetração dos discursos e prescrições médicas e morais de caráter cientificista sobre a mulher na experiência cotidiana de mulheres livres pobres, escravas, libertandas e libertas da São Paulo oitocentista. Através de processos criminais entre 1850 e 1900, nossa proposta é observar como são mobilizados os discursos da moralidade feminina pelas autoridades policiais, bem como pelas próprias mulheres, sejam elas rés ou vítimas. (AU)