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Engenharia de película adquirida do esmalte para proteção contra a erosão dentária: avaliação in vivo do efeito protetor da cistatina derivada da cana-de-açúcar (CaneCPI-5), hemoglobina e/ou peptídeo derivado da estaterina

Processo: 19/16254-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva
Pesquisador responsável:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Beneficiário:Thamyris de Souza Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Proteoma   Hemoglobinas   Erosão dentária   Bioquímica

Resumo

A erosão dentária é caracterizada por uma perda irreversível de tecido dental duro causada por ácidos de origem não bacteriana. A presença da Película Adquirida Do Esmalte (PAE) é um dos fatores protetores contra a erosão dentária. Em razão disso, estudos recentes têm focado no reforço da PAE com proteínas que tenham alta afinidade pela hidroxiapatita e sejam resistentes à remoção por ácidos, em procedimentos que têm sido denominados de "engenharia de película adquirida". Dentre as proteínas da película adquirida com potencial para se ligar ao esmalte e propriedades ácido-resistentes, foram identificadas recentemente, pelo nosso grupo, a cistatina, a hemoglobina e/ou o peptídeo derivado da estaterina (StN15pS2pS3). Assim, os objetivos desta pesquisa serão: 1) avaliar, in vivo, as alterações na composição proteica da PAE após tratamento da superfície dentária com cistatina derivada da cana-de-açúcar (CaneCPI-5), hemoglobina e/ou o peptídeo derivado da estaterina (StN15pS2pS3) ou a combinação das 3 proteínas antes da formação da PAE e posterior desafio erosivo intrínseco ou extrínseco; 2) avaliar o potencial protetor destes tratamentos contra a desmineralização erosiva intrínseca ou extrínseca do esmalte e 3) desvendar os mecanismos pelos quais o tratamento da superfície do esmalte com o peptídeo derivado da estaterina é capaz de proteger contra a erosão dentária, por meio de ensaio utilizando microbalança de cristal de quartzo (QCM-D), análise eletrocinética e microscopia eletrônica de transmissão (TEM) - (BEPE). Para tanto, 10 voluntários participarão de um estudo cruzado e triplo-cego, constituído por 10 fases. Em cada fase, após profilaxia dental, com o objetivo de remover toda a PAE, os voluntários farão bochecho (1 min; 10 mL) com água deionizada, CaneCPI-5 0,1 mg/mL, hemoglobina 1 mg/mL, StN15pS2pS3 (1,88 x 10-5 M) ou solução contendo mistura das 3 proteínas anteriores. Após o bochecho, a PAE será formada durante 2 h. Decorridas as 2 h para formação da PAE, para cada tratamento, os dentes serão isolados com rolos de algodão. Sobre o incisivo central superior direito será fixada uma fita adesiva contendo um orifício de 4,52 mm2 de diâmetro. Sobre as superfícies vestibulares dos demais dentes superiores e inferiores serão feitos 2 tipos de desafios erosivos, em duas fases distintas: aplicação de HCl 0,01 M pH 2 ou aplicação de ácido cítrico 1% pH 2,5 por 10 seg. A aplicação será feita com uma pipeta. Após lavagem para remoção do ácido, a PAE será coletada usando uma sequência de papeis filtro de eletrodo, embebidos em ácido cítrico 3%. Será feito um "pool' com os papeis de filtro obtidos de cada 3-4 voluntários, para cada grupo. Após extração das proteínas, as mesmas serão submetidas à cromatografia líquida de fase reversa interligada a um espectrômetro de massas (nLC-ESI-MS/MS). Quantificação proteômica livre de marcadores será feita utilizando o software Protein Lynx Global Service (PLGS). Os mesmos desafios ácidos serão feitos sobre a superfície do incisivo central superior direito, sendo que após os 10 s de aplicação dos ácidos (5 µL), a gota será coletada para análise de P. Para o estágio no exterior, o design experimental e detalhamento metodológicos dos ensaios serão descritos posteriormente, quando da solicitação da BEPE. As proteínas avaliadas poderão, no futuro, ser incorporadas em produtos odontológicos, como dentifrícios, enxaguatórios ou géis, visando ao enriquecimento da PAE com as mesmas e, consequentemente, ao aumento da sua capacidade ácido-resistente. (AU)