Busca avançada
Ano de início
Entree

Crítica marxiana de um silogismo social: o todo econômico e seus momentos

Processo: 19/15820-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Jorge Luís da Silva Grespan
Beneficiário:Andre Vidal Viola
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História do pensamento econômico   Silogismo   Dialética   Marxismo   Economia política

Resumo

A forma como a Economia Política clássica pôs a articulação dos momentos na reprodução do capital permaneceu como objeto privilegiado da crítica feita por Karl Marx desde 1844 até sua morte. Já nos Manuscritos de 1844 (Econômico-filosóficos), Marx aponta a falta de desenvolvimento dos pressupostos categoriais da economia burguesa como algo a ser superado pela crítica. Particularmente, a naturalização da tríade dos "fatores" de produção escamoteava os antagonismos de classes, guardando aos conflitos distributivos a aparência de fenômenos arbitrário da circulação. O desenvolvimento dos postos e pressupostos de um todo articulado, neste caso da reprodução do capital, é apontado por Marx na Introdução dos Manuscritos de 1857-1858 (Grundrisse) como um silogizar das esferas econômicas. Portanto, a exposição do capital em seu todo tem ela própria de assumir um desenvolvimento silogístico - sem perder de vista seus limitantes especulativos, i.e., sem reduzir-se a uma lógica. A relação entre a exposição do capital e a crítica das suas exposições teóricas encontra nos Manuscritos de 1862-1863 (Teorias da Mais Valia) um lugar privilegiado para a investigação desse desenvolvimento silogístico. No entanto, é o próprio movimento destes três manuscritos o que permite observar o desenvolvimento silogístico como desenvolvimento da própria crítica marxiana. (AU)