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Formação na ação? Um estudo sobre as práticas coletivas dos sujeitos do movimento dos trabalhadores sem teto (MTST)

Processo: 19/14682-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Claudia Lemos Vóvio
Beneficiário:Paulo Henrique Alves dos Santos
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Educação popular   Educação não formal   Práticas pedagógicas   Movimentos sociais   Movimento dos sem-terra   Ativismo

Resumo

Os movimentos sociais carregam o potencial de agregar indivíduos em torno de demandas comuns, desembocando em novas práticas de seus integrantes. Diante disso, a educação aparece como elemento assaz importante, sendo demanda direta dos atores querelantes e/ou ferramenta elementar no desenvolvimento do trabalho de conscientização no interior das organizações- neste caso especificamente a educação popular. Objetivamos neste estudo observar aprendizagens, produção de saberes e identidades desenvolvidas em espaços de educação não formal, especificamente no MTST, a partir da percepção de ativistas coletadas em entrevistas semiestruturadas e da análise das práticas e ações cotidianas por meio de um estudo de tipo etnográfico a ser empreendido em uma ocupação localizada na Região Metropolitana de São Paulo. Partimos do pressuposto, baseado na literatura sobre movimentos sociais e educação popular-principalmente por meio das contribuições de Paulo Freire, Maria da Glória Gohn e Roseli Caldart- que nas práticas cotidianas de uma ocupação, a partir da participação em suas ações, os ativistas transformam-se, porque essa atuação gera aprendizagens, construção de saberes e a produção de identidades grupal e individual. Por essa razão, é de nosso interesse compreender como se dá a formação de ativistas por meio das práticas cotidianas, bem como quais as percepções e identidades são geradas a partir das narrativas sobre essas experiências, contribuindo assim, para o debate em relação ao caráter emancipatório e transformador da educação em ambientes não institucionais. (AU)